Porque não emigram os socialistas?

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Fernando Medina – um dos “notáveis” socialistas que nunca geriu nada que tivesse que dar lucro e cuja insistência, em Lisboa, na nomeação por cunha socialista em vez de na contratação por mérito, contribuiu para arruinar Portugal – depois de perder as eleições em Lisboa, voltou a ocupar na AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo) o emprego assegurado para a vida que já lá tinha antes. 

Vivemos mesmo numa democracia ocidental plena, quando nem votando contra socialistas nos podemos ver livres deles, que continuam apegados ao Estado? Alguns dos outros inúmeros socialistas derrotados na CML já se estão a mover também para outras câmaras circundantes do PS ou lugares no Governo.  

Perante isto interrogamo-nos, por exemplo, se para o cargo de Medina (tal como para os novos cargos dos outros socialistas derrotados em Lisboa) foi feito algum esforço pelo governo do PS para encontrar profissionais, incluindo economistas internacionais, mais qualificados em investimento e comércio externo, entre milhões de portugueses do sector privado nacional ou entre o mais de um milhão de portugueses emigrados desde que Sócrates arruinou Portugal e que Costa e Pedro Nuno Santos continuaram o seu “trabalho”? 

Foi feita pelo governo alguma tentativa de aproveitamento da enorme diáspora lusitana que conhece e pratica “in loco” o comércio internacional para melhorar os recursos humanos, logo a competência e resultados de uma agência nacional para atrair investimento externo? 

Que experiência profissional relevante tem Medina para regressar para a AICEP automaticamente, como se o tempo não tivesse passado? Teria possibilidade de voltar à AICEP se houvesse concurso internacional para a sua posição? Teriam tantos outros socialistas cargos no Estado com concursos geridos por recursos humanos a sério, que procurassem talentos e mérito para nos fazer subir na Europa? 

No entanto, Medina e tantos outros têm lugar garantido no Estado. Como milhares de outros socialistas, Medina sempre foi um socialista bem-comportado, sempre a olhar para o lado do que interessava, a elogiar fanaticamente chefes como Sócrates, fizessem eles o que fizessem contra Portugal, até isso ser tão óbvio que teve que de se desdizer.

Há milhares de socialistas, muitos deles impreparados e não qualificados para os cargos, a quem se dão empregos por serem subservientes e acéfalos militantes do PS. Nunca têm de enviar currículos, nem procurar emprego a sério nos privados onde tenham de apresentar resultados. Nunca têm de considerar emigrar, como a maioria dos cidadãos no activo é obrigada a pensar ou fazer. 

O Partido Socialista tornou-se numa grotesca agência de empregos bem pagos no Estado e empresas públicas para gente com poucas ou nenhumas qualificações para tais empregos. Nem votando contra certos socialistas nos vemos livres de termos de lhes pagar e sermos por eles mal servidos no Estado.

Se agora, com as eleições legislativas, muitos socialistas ficarem desempregados por não serem eleitos deputados ou se o deputado ou ministro de quem são assessores não for nomeado, o que vai ser deles? Vão ter de “fazer-se à vida” e trabalhar no privado – incluindo considerar emigrar – como a maioria da população faz, ou vão continuar a viver de nomeação política e cargos públicos, seguros toda a vida como têm feito, independentemente dos resultados apresentados ou das votações dos cidadãos? 

Os próprios socialistas deviam pagar pelos erros grotescos do PS na economia, emigrando ou indo finalmente trabalhar para o privado, porque já têm idade para isso, para ver se se qualificavam profissionalmente e chegavam aos calcanhares dos realmente melhores gestores e economistas portugueses. Que não são, claro, nem eles, nem os gestores da CP, por exemplo, mas os que emigram ou trabalham em Portugal nas empresas que não vivem dos favores e dívidas perdoadas pelo Estado. 

No entanto, tais “gestores” socialistas também arranjam sempre excelentes empregos no Estado por serem diligentes, colaboradores nos negócios com dinheiro do Estado, caciques ou militantes acéfalos que disseram, dizem e dirão sempre sim a qualquer enorme disparate financeiro que Costa, Sócrates ou Pedro Nuno proponham. A partir de Sócrates e Costa, quando Guterres abandonou o “pântano”, o PS foi dominado por estes dois dependentes da política, que seleccionaram para ministros, deputados, presidentes de câmara e para todo o Estado e empresas públicas, clones igualmente sem profissão, entre as gerações “formadas” na Juventude Socialista. Não se vislumbra futuro diferente para este PS com Pedro Nuno Santos, que pratica exactamente as mesmas políticas de “contratação”. Contrata para o Estado e empresas públicas gente pouco qualificada, que em troca o elegera líder do PS. 

Da mesma forma, os desastrosos resultados dos gestores amigos do PS, logo nomeados para cargos públicos, nunca são avaliados. São todos sempre os melhores de sempre e da história enquanto acumulam, sempre, históricos prejuízos. A nossa decrépita democracia tornou-se uma oligarquia de falhados com maus resultados, que nunca ninguém elegeu directamente ou até votou contra nas poucas vezes em que esses políticos encabeçavam uma lista sujeita a eleições, em vez de serem só autonomeados para tudo, como se o Estado que todos pagamos fosse deles e só para seu proveito. 

A incompetência no Estado abunda porque os competentes nem sequer têm a oportunidade de ir a concurso internacional, de forma não viciada, para nenhum cargo de topo. Nesta bizarra agência PS os piores – como uma empresa a requerer só no agora chumbado Orçamento Estado, e como já referimos num artigo anterior, 1,8 mil milhões de euros de perdão de dívida, prejuízos condizentes e usando cargos públicos para lucro dos seus negócios privados como aconteceu na CP – são descritos como “os melhores de sempre em toda a história” por ministros vindos da JS, eles próprios incompetentes, não eleitos directamente por um único eleitor e desligados da realidade empresarial mundial. 

Só um ministro deste molde, como Pedro Nuno Santos, pode afirmar que o ex-presidente da ferrovia nacional foi “o melhor presidente que a CP já teve em toda a sua história”. Um ministro que diz isto sobre um gestor quase sempre ligado à CP e que só foi ao país ao lado tirar gestão, revela o quão pequeno é o seu mundo. Sabe lá o ministro avaliar se o Estado estava realmente a “poupar milhões de euros com a recuperação de material” na CP ou se estava, por exemplo, a desperdiçar em material bitola ibérica que já nem a Espanha quer usar, pois está a apostar nos carris de bitola europeia. Pedro Nuno Santos afirmou ainda “É uma grande perda para a CP, uma grande perda para mim, é uma grande perda para o Estado português”. Um perdão de dívida de 1,8 mil milhões no OE de 2022, esse sim, é uma grande perda para os portugueses enquanto certos fornecedores do Estado ganham com a bitola que ninguém mais quer. 

Porque não emigram Medina, Pedro Nuno Santos, demais políticos e seus amigos gestores “melhores do mundo” ligados ao PS? A realidade é que ninguém no mundo quer os piores do mundo – que é o que eles realmente são – a viverem do Orçamento de Estado enquanto nos arruínam a todos. Como um gestor a sério emigrado – e realmente dos melhores do mundo –, Horta Osório, avisou mais uma vez: é pena que quando há tanta inflação os portugueses se contentem com tão pouco crescimento (produzido por tais socialistas que nunca emigram). ■