A incompetência e despesismo dos boys no desgoverno de Portugal é de alta velocidade! Comecemos pelos factos do enorme orçamento de Estado 2021 – nunca um orçamento tinha passado os 100 mil milhões de euros como este – e terminemos na análise das consequências do muito dinheiro “investido” pelo governo de Costa e dos seus ministros “formados” na “prestigiada” escola da juventude “socialista” partidária.
Antes de apresentar os números mais chocantes do orçamento, apenas fazemos o reparo inicial de que algo está muito errado nas prioridades destes jotas que de socialistas nada têm. Isto quando o governo deles até aos empregados de restaurantes deixa passar fome (segundo 500 proprietários de restaurantes do norte do país), à medida que, em plena pandemia, distribuem ainda mais milhares de milhões pelos milionários do costume, incluindo grandes devedores da banca privada falida, mantidos em sigilo por tais jotas
Que fique claro: Pedro Nuno, Duarte Cordeiro, Delgado Alves e João Galamba não são socialistas nem de esquerda. São extrema-direita económica cuja ideologia é o partido invisível dos negócios misturados com política. Nem sequer centro ou direita moderada são. O Governo conservador britânico, por exemplo, tem distribuído o enorme aumento das despesas do Estado pelas inúmeras empresas produtivas realmente afectadas pela pandemia. Em Portugal, mesmo numa pandemia, o orçamento é para servir os eternos negócios improdutivos na Banca, Energia, Aviação e PPPs rodoviárias.
No orçamento de Estado para 2021, a cultura política de gastar mal, muito e rápido em interesses é a mesma que já vem de Sócrates, o grande mentor que todos estes governantes ou parlamentares elogiaram e mantiveram no poder como agora mantêm Costa.
Dez por cento dos 100 mil milhões que o orçamento do próximo ano representa, 10 mil milhões de euros, vão para “despesas excepcionais,” um aumento de 40% em relação a este ano. Este enorme aumento não é, nos seus maiores valores, para ajudar milhões de famílias portuguesas e milhares de empresas produtivas legitimamente afetadas pela pandemia, mas para aumentar as despesas do costume da meia dúzia de interesses do costume. Mais de 2 mil milhões de euros em 2021 são para aumentar a participação do Estado em capitais de empresas, outro aumento de 40% em relação ao presente ano, presumivelmente para gastar ainda mais na TAP do que os 1.200 milhões que já nela gastamos em 2020 e os infindáveis e incontáveis milhares de milhões na década anterior.
Não faltam no orçamento, claro, também mais cerca de 800 milhões em 2021 para o fundo de resolução BES, banco em que ao todo já gastamos perto de 10 mil milhões de euros em anos anteriores. Mais supreendentemente, além do buraco bancário actual, até 50 milhões ainda vão para o BPN em 2021 (!), um aumento de 20% (!) em relação ao ano anterior para uma entidade que pensávamos há já muito defunta mas pela qual ainda pagamos, sustentando sem dúvida muitos dos políticos, ex-políticos e amigos de políticos que causaram esse buraco negro que já atravessou três décadas e em que já gastamos 7 mil milhões de euros desde a década inicial deste século. Há ainda um aumento de quase 300% (!) dos empréstimos a médio e longo prazo em relação ano anterior, no valor de 5 mil milhões de euros.
A cereja no topo do bolo deste orçamento de Estado para 2021 são indubitavelmente os mais cerca de 1.500 milhões que vão ser gastos em rendas garantidas para as PPPs rodoviárias. Isto quando deviam ser apenas 300 milhões de euros, segundo os cálculos de vários ex-candidatos presidenciais e economistas que enviaram uma carta ao ministro das finanças João Leão a questionar o orçamento de Estado.
Por coincidência ou convenientemente – o leitor decida – o primeiro ministro António Costa acabou de despedir um homem sério e integro vindo da Europa, Vítor Caldeira, como Presidente do Tribunal de Contas e nomear para esse cargo outro, José Tavares, que, segundo o Observador, esteve envolvido nos contratos de contas públicas da formação das PPPs rodoviárias, de rendas generosamente garantidas.
No total, tudo isto conduzirá a um deficit previsto de 4.3%, quando este ano já teremos outro deficit de 7.3%. Todas estas práticas repetidas há décadas sem emenda resultaram na dívida pública de 133.8% do PIB, um fardo em juros e pagamentos para muitas gerações de portugueses.
Em contraste com as dezenas de milhares de milhões acima indicados para estes interesses improdutivos e rendas do costume, devido à pandemia há apenas um aumento significativo de 900 milhões para apoiar o emprego, 450 milhões para os desempregados, 300 milhões adicionais para a saúde e outros 280 milhões para a escola digital.
Sendo contradito por todos estes números, o ministro das Finanças afiança que as quatro prioridades do orçamento são “enfrentar a economia, recuperar a economia, proteger o emprego e proteger o rendimento das famílias”. Decerto que são os jotas seus colegas no governo que lhe “ensinam” que cá em Lisboa, ao contrário do que lhe ensinaram no MIT de Boston, vai sempre muito menos dinheiro para as “prioridades” do que para os interesses do costume. Por termos um governo a “investir” sempre mais dinheiro e tempo no que não é prioritário é que somos dos povos europeus mais pobres, endividados e mal pagos.
Passemos então à análise das consequências de tanta aceleração da despesa. Não esqueçamos que quase todo este governo é composto por políticos socráticos, pois os deputados favoritos de Sócrates são hoje ministros e secretários de Estado. Gostam de acelerar no despesismo ainda mais que o seu ídolo e mestre de velocidades na despesa. À medida que se aproxima o fim do reinado dos “quadros” governativos vindos da juventude partidária, devido à direita já estar a ensaiar a nível regional como chegar ao poder nacional, aumenta o desespero dos ministros, secretários de Estado, deputados e milhares de assessores formados na Jota ou da família deles. Que resultados vão ter para mostrar e salvarem-se, estando no poder desde o início do século, primeiro com Sócrates e depois com Costa?
Insistimos: o aumento do orçamento de Estado não vai para as famílias, empregos e comércios que realmente precisam e foram afectados pela pandemia, vendo-se sem turistas e obrigados a encerrarem os seus estabelecimentos nas alturas em que fazem mais lucro. Segundo 500 proprietários de restaurantes como o empresário Pedro Maia, do Porto, há “fome e falta de apoios” nos restaurantes afectados por todas as medidas do governo ao longo da pandemia.
A pandemia é apenas outro pretexto para ainda mais dos nossos impostos irem para os mesmos. Nem quando as vidas das pessoas estão em jogo estes governantes mudam de vícios. Deviam fazer introspeção profunda sobre a sua negação dos valores dos fundadores e princípios do Partido Socialista.
Por exemplo, nesta emergência pandémica, deviam ser expostos e envergonhados os grandes devedores do BES por deixarem milhões dos seus concidadãos, um país inteiro, sem proteção financeira adequada, em vez de serem escondidos por governantes que lhes que dão ainda mais dinheiro do que já dão há décadas.
Lamentavelmente, pouco dinheiro público parece ser bem aplicado e a maioria parece ser esbanjado por todo o lado do Estado em trivialidades estranhas. Seria um serviço público que a RTP que todos pagamos nos poderia fazer, enviar a melhor e mais corajosa jornalista de investigação que tem, Sandra Felgueiras, para investigar a promiscuidade financeira do que se passa com estes fundos europeus 2020 e orçamento de Estado 2021 nas mãos de boys políticos. Isto em vez de a direcção a condenar a ter de investigar a promiscuidade sexual de alemães lá bem longe, como acontece agora para nos distrair.
Da última vez que deixaram Felgueiras investigar algo sério e relevante em Portugal, descobriu logo de que forma um boy socrático do governo planeava gastar 350 milhões de euros dos nossos recursos do lítio. Agora, a RTP já não a deixa investigar o que esse mesmo boy planeia gastar ainda mais no hidrogénio. Se a RTP nem para investigar para onde vão 7 mil milhões dos nossos impostos serve, para que serve então? Mais outra despesa inútil na lista infindável deste governo incorrigível de jotas imprestáveis. ■




