Filho do poeta chinês Ai Qing, Ai Wei Wei nasceu em 28 de Agosto de 1957. Em consequência da actividade política do seu pai, Wei e a sua família foram enviados para um campo de trabalho forçado e posteriormente para Xinjiang, onde viveu exilado durante toda a sua adolescência.
Após a morte de Mao Tsé Tung e o fim da Revolução Cultural, a família retornou a Pequim, o que permitiu a Wei iniciar a sua formação artística.
A Reforma abriu portas a que a primeira geração de jovens pudesse estudar fora do país e Wei aproveitou essa oportunidade para estudar nas Universidades da Pensilvânia e da Califórnia (Berkeley) e na Parson’s School of Design, em Nova Iorque. Foi nessa cidade que teve contacto com o trabalho de Marcel Duchamp, Andy Warhol e Jasper Johns e onde iniciou as primeiras experiências artísticas conceptuais.
Após a morte de seu pai, Wei volta a Pequim e funda o Beijing East Village, um colectivo artístico experimental onde publica livros de arte e organiza exposições de carácter intervencionista.
É retido no país em 2011 pelo governo chinês sob acusação de fuga ao fisco, sendo impedido de circular livremente. Mas em 2015, devido a fortes pressões do governo alemão, o seu passaporte é-lhe devolvido. Desenvolveu trabalho entre os seus estúdios de Berlim e Cambridge até 2019, ano em que decidiu estabelecer-se em Montemor-o-Novo e onde pretende passar “uma longa temporada, a não ser que algo aconteça”.
Ai Wei Wei apresenta “Rapture”, a maior exposição da sua carreira, que estará patente na Cordoaria Nacional, em Lisboa, até 28 de Novembro de 2021. ■




