Que cognome para António Costa?

Antigamente, no tempo das monarquias, quer absolutistas, quer liberais, onde em qualquer das situações, nomeadamente na primeira, o Rei deliberava, era costume atribuir-se um cognome ao monarca, em função das principais decisões tomadas durante os seus reinados. Exemplos disso são o cognome de “Conquistador”, atribuído a D. Afonso Henriques, ou o de “Venturoso”, a D. Manuel I.
No actual regime português quem efectivamente comanda os destinos da Nação não é o Presidente da República, cujo desempenho é muito mais baseado no controlo e fiscalização do cumprimento da Constituição e da Lei, mas sim o primeiro-ministro a quem compete definir a estratégia de governação.
Assim sendo, a atribuir-se um cognome, seria mais lógico que o fosse ao primeiro-ministro e não ao Presidente da República.
No caso concreto, e após estes anos de (des)governo socialista, e da personalidade de António Costa, pensar-se-ia num destes dois: ou o “Incompetente” ou o “Mentiroso”.
Incompetente porque, ao fim destes anos em que está à frente dos destinos de Portugal, conseguiu arrasar o País. Deu cabo do SNS, a Função Pública não funciona, a Justiça está pior do que estava, a Educação é um caos, não há investimento público, não se toma uma decisão concreta, esbanja-se dinheiro inutilmente apenas e só para fins políticos – caso da TAP, com um prejuízo de mais de três mil milhões de euros! –, apoiam-se camaradas com percursos e comportamentos suspeitos, não se faz nada para cativar o investimento estrangeiro, em suma, um desastre.
Mentiroso, porque, simplesmente, mente.
Que António Costa é um verdadeiro malabarista da política, agarrado ao poder, capaz de tudo para se manter à tona, não é novidade para ninguém. O que também deixou de ser novidade é a capacidade, vulgarmente designada por “lata”, com que mente aos portugueses.
A sua célebre frase “palavra dada, é palavra honrada” espelha bem o que acabo de afirmar.
Efectivamente, ao longo do tempo tem proferido afirmações que fazem jus a este juízo, deixando estupefactos os mais distraídos, como se comprova através destes três exemplos: desde logo quando enganou o antigo secretário-geral do PS, José Seguro; depois quando criou a “geringonça”; também ao afirmar que se demitiria caso alguma vez tivesse que aumentar um imposto ou uma taxa que fosse.
Como bom malabarista que é, consegue disfarçar a sua incompetência e as suas mentiras através de um discurso demagogo que enrola o pagode, como ficou bem demonstrado durante a sua mais recente entrevista concedida a uma cadeia de televisão. Para Costa – como aliás para os seus camaradas de (des)Governo – está tudo um mar de rosas; a oposição é que continua a sua política do “bota abaixo”.
Curiosamente, quarenta e oito horas depois, o mesmo canal televisivo desmascarava mais um dos malabarismos do executivo do PS liderado por António Costa: por um lado, anuncia a diminuição das portagens em alguns troços, ocultando – porque nenhum comum dos mortais conhece ao pormenor o Orçamento de Estado – que vai aumentar o IUC para os veículos anteriores a 2007 de modo a colmatar o prejuízo.
Para além de reafirmar-se como mentiroso – aumenta novamente um imposto e não se demite – mostra claramente qual a verdadeira política da esquerda: aumentar a pobreza e completo desprezo pelos mais desfavorecidos. Carros com mais de 16 anos certamente que não serão propriedade de ricos… Vergonhoso! A realidade é que serão novamente os mais desfavorecidos a serem castigados e, como quase sempre, da responsabilidade da esquerda. A excepção foi o aumento de impostos durante a “Troika”, levado a cabo pelo PSD – partido de centro esquerda, por muitos assumidamente de esquerda – mas por imposição de um memoradum assinado pelo Partido Socialista que o transforma no principal responsável por esses aumentos. Exceptuando este período, é da responsabilidade do PS o constante agravamento da carga fiscal.
É curioso verificar que, mesmo sendo o PS o responsável pela vinda da “Troika” e suas consequências, apesar de diariamente criticar o aumento de impostos a que fomos obrigados, desde que chegou ao poder ainda não reduziu nenhum deles, antes bem pelo contrário. Para além da incoerência demonstrada, trata-se de mais uma mentira.
Face ao exposto, afinal, o cognome que melhor assentaria a António Costa seria o de o “Embusteiro”.
Apetecia dizer “senhor primeiro-ministro, se tem um pingo de vergonha, demita-se”, mas é escusado, porque vergonha é algo que António Costa desconhece. ■

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