Há muito que as obras públicas merecem uma prioridade particular de políticos e da comunicação social, porque é onde há muito dinheiro para distribuir pelas empresas de construção, por consultores e intermediários vários, advogados e, naturalmente, políticos. Não surpreende, portanto, que seja este o Ministério onde têm lugar as maiores lutas entre os mais variados interesses e onde são consolidadas as maiores asneiras que resultam desses mesmos interesses, a meias com um notável nível de ignorância. Todos os ministros das Infra-estruturas e da Habitação do PS, Pedro Marques, Pedro Nuno Santos e João Galamba, viveram tempos atribulados por força dos interesses com que lidaram, de que resultaram os mais variados erros, que o novo ministro Pinto Luz já conseguiu integrar no seu Ministério em menos de um ano. Erros e asneiras várias, que são o resultado, repito, de alguma ignorância e dos muitos interesses em presença. Vejamos alguns exemplos:
Novo aeroporto – As lutas entre os mais variados interesses, nomeadamente entre diferentes localizações representadas pela posse dos terrenos, autarquias, gabinetes e empresas, impediram durante quase meio século uma decisão. Agora, aparentemente, a decisão está tomada, mas as lutas continuam, seja entre a empresa concessionária e o Governo, seja entre os defensores do aeroporto existente e sobre o uso futuro dos terrenos onde está instalado, sejam entre as empresas fazedoras dos projectos, construtoras e naturalmente decisores políticos, além do turismo. A probabilidade de asneira é, portanto, enorme. Destaque para a indecisão sobre o prolongamento do “taxiway” norte/nascente da Portela que permitiria reduzir o ruido, melhorar o intervalo entre movimentos e aumentar a segurança.
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