A esperança é a última a morrer e o primeiro-ministro continua a acalentar a esperança de que os erros que comete, bem como as falhas dos elementos do seu governo – que são escolhidos por ele –, vão passar entre os pingos da chuva.
A senhora ministra da Saúde há já alguns meses que tem os dias contados. Primeiro foram as mais de 50 medidas que anunciou para melhorar a eficiência do Serviço Nacional de Saúde, e consequentemente o acesso dos utentes ao SNS, que não entraram em vigor quando deveriam ter entrado.
Depois seguiu-se o Verão quente com urgências obstétricas fechadas que obrigou grávidas a percorrerem centenas de quilómetros para poderem ser atendidas. Se casos houve em que não era grave, muitos houve também em que as pobres mulheres em trabalho de parto acabaram por dar à luz em ambulâncias ou carros a caminho dos hospitais que tivessem médicos obstetras que as pudessem ajudar.
E, como sempre, depois do Verão veio o Inverno e a forte afluência às urgências provocada pelas gripes e infecções respiratórias – o que não é novidade para ninguém, porque todos os anos esta tendência se repete, o que deveria ter levado a senhora ministra da Saúde a delinear com antecedência um plano de gestão competente. Ora, isto não aconteceu e os portugueses viram-se doentes, a precisar de cuidados médicos e a esperar até 16 horas em serviços de urgência hospitalares. E não falamos apenas das pulseiras verdes, que são atribuídas a pacientes não urgentes. Falamos também, e infelizmente, dos utentes considerados graves que tiveram de esperar muito mais do que aquilo que define a Triagem de Manchester.
Durante quase um ano de mandato, o governo liderado por Luís Montenegro não foi capaz de, sequer, resolver os problemas mais urgentes do SNS, seguindo a mesma linha de incompetência a que o Partido Socialista nos habituou durante oito anos.
Posto isto, é caso para perguntar: qual é a diferença entre o PS e o PSD? Eu respondo, nenhuma!
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