Nuno Alves Caetano

Se no primeiro caso não restam dúvidas sobre de onde veio a iniciativa – Bloco de Esquerda –, no segundo, consta que terá surgido em conluio entre o BE e o PS. Venham de onde vierem, o significado é o mesmo: caminha-se para a instauração do verdadeiro socialismo marxista-leninista tão do agrado da extrema-esquerda portuguesa, cujo processo teve início no famoso e famigerado PREC, foi estipulado na Constituição Portuguesa aprovada após o 25 de Abril e foi interrompido em 25 de Novembro de 1975, até à tomada de posse do actual desgoverno.

A mentora do imposto sobre imóveis, a deputada Mortágua, do BE, referiu durante uma entrevista que a medida só atingirá oito mil portugueses e que tem como objectivo angariar duzentos milhões para aumento de pensões e afins. Realmente, se alguma dúvida existia, dissipou-se: esta gente perdeu, de vez, a tal vergonha. Então, só há oito mil pessoas em Portugal com património acima de € 500.000 (ou que seja € 1.000.000)? E o imposto cobrado a essas pessoas (as tais oito mil) vai render duzentos milhões?

O pasmoso, e revoltante, é o quase silêncio do PSD e o do CDS quanto à denúncia deste embuste; manifestam-se contra o imposto invocando, e muito bem, a questão do investimento, mas continuam com “vergonha” de chamar os bois pelos nomes, isto é, de denunciar a mentira do triunvirato PS/PCP/BE e anunciar qual o verdadeiro objectivo destas intenções, que é a quase estalinização do País.

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