Sem constar do Programa Eleitoral do PS para as Legislativas de 2015 e 2019, nem dos compromissos que assumiu junto do seu eleitorado, António Costa decidiu por capricho ou fanfarrice recomprar, numa 1ª fase, uma parte da TAP, com dinheiro do Erário Público, e depois, numa 2ª fase, ficar com a maioria da TAP em 2020, sem ouvir os contribuintes ou sequer dar qualquer satisfação a quem votou nele.
Com a mesma leviandade com que gere a vida pública do país, entendeu fazer o mesmo com uma empresa privada, expondo dessa forma Portugal a riscos desnecessários! Se a libertação do Estado perante a TAP surgiu a pedido da Troika em 2012, António Costa não tinha o direito de brincar com o dinheiro dos contribuintes que, como se sabe, não é dele, mas de todos nós.
Após 5 anos de má governação do país, com casos graves como a gestão dos incêndios de 2017, a venda do Novo Banco, a recompra da TAP, a suposta mudança da Sede do Infarmed para o Porto, a nomeação até ao momento de 1.236 assessores, a criação do maior Governo de sempre, o nepotismo descarado, a encenação do caso Tancos, a nomeação de Mário Centeno para o Banco de Portugal, etc., António Costa, além de já ter demonstrado que não sabe o que anda a fazer, por inconsciência ou irresponsabilidade, apenas tem demonstrado ao que veio: manter-se no poder a qualquer custo.
A política do faz de conta, do faz que faz, do faz que resolve, do faz que tem solução para tudo, apoiada numa propaganda bacoca e saloia orquestrada por um PS profissionalizado, tem sido, felizmente, desmascarada cada vez que António Costa tem de tomar uma decisão ou resolver algum problema. Em rigor, além de já ter demonstrado que para ele a vida pública não é mais do que um jogo de poder, também já demonstrou que o mais importante é a sua carreira política, a família socialista e o futuro dos Boys e Girls que o acompanham.
Para António Costa, o Bem Comum, o Erário Público e a Causa Pública são palavras demasiadamente caras para quem faz da política um modo de vida! Provavelmente, porque ele sabe que a política depois do 25 de Abril de 1974 deixou de ser promissora e sem futuro para homens sérios e honestos.
Nesse sentido, certo é que a exposição do risco do Estado, numa empresa privada como a TAP, não pode ser da responsabilidade dos contribuintes, mas sim de António Costa e dos socialistas que têm sido coniventes com tantas asneiras como esta. Na realidade, os contribuintes nunca foram ouvidos sobre tal decisão. Desde logo, e por essa razão, deverá António Costa, na minha modesta opinião, ser acusado de má gestão dos dinheiros públicos e de traição a Portugal, visto que comprometeu o equilíbrio das contas públicas durante vários anos.
Em rigor, mais de noventa por cento dos Portugueses não necessitam de uma empresa de aviação como a TAP. Precisam, sim, de mais e melhores serviços de Saúde, serviços públicos mais eficientes e produtivos, mais e melhores vias rápidas, impostos mais justos e equilibrados, melhor e mais Justiça, e uma Educação melhor para todos. Não precisamos de empresas como a TAP para empregar amigos e familiares, defender interesses de minorias nem para satisfazer o ego de políticos formados nas Escolas de Quadros dos Partidos do Arco da Governação.
Portugal precisa de quem nos governe e não de quem estrague. É tempo de dizer basta e criar-se uma Alternativa Democrática ao estado a que Portugal chegou. ■




