O BE voltou a demonstrar toda a sua ignorância sobre o que os liberais representam e defendem, através de mais uma campanha demagógica e manipuladora. Perante isso, a pergunta é: o que é que a Iniciativa Liberal representa e defende?
A IL advoga o respeito pela história e pelas suas lições, o respeito pela nação portuguesa, o respeito pelas pessoas, através da autonomia da sua liberdade política, económica e social, no mais absoluto respeito pelas escolhas individuais.
Por outras palavras, o liberalismo defende o individuo, aceita o Estado, que prefere pequeno e regulador, e ao qual reconhece funções sociais, advoga a responsabilização, principalmente dos decisores públicos, não admite a concentração de poder independentemente da natureza jurídica da mesma ser privada ou pública e não promove a imposição de ideias e de comportamentos. Ou seja, somos tolerantes e respeitamos as opções de todo e qualquer português. Mesmo as de Francisco Louçã, com as quais discordamos completamente. Já o contrário não pode ser dito. Se fosse Francisco Louçã a decidir, em Portugal só haveria um partido: o BE e mais nenhum!
Ao contrário do BE, a IL não é um partido sectário, nem identitário, que suspira por totalitarismos. A IL promove incessantemente a democracia representativa e afirma que o Estado deve estar ao serviço das pessoas e nunca ao serviço dos interesses partidários. Por sua vez, o BE defende a obediência dos cidadãos, assim como a subserviência do Estado, às directrizes do partido.
O BE diz que a IL defende os ricos e apenas os ricos. Nada está mais longe da verdade. Como a IL acredita na capacidade e vontade das pessoas, e no seu desejo em ter um futuro melhor, o que realmente defende é o fim da pobreza. Porquê? Porque a pobreza é repugnante.
Sobre a demagogia bloquista neste ponto, nunca é demais recordar um episódio que o BE gostaria de expurgar da história. Após o 25 de Abril, através da acção do PCP e dos seus apoiantes nas forças armadas, a esquerda pôs em prática uma série de medidas que visavam acabar com os ricos (Portugal ainda hoje paga o preço das medidas dos governos gonçalvistas). Foi nesse período conturbado da história portuguesa que aconteceu um encontro entre Olof Palme e Otelo Saraiva de Carvalho. Olof Palme, o malogrado primeiro-ministro sueco, que ficou na história por ter conseguido conjugar eficazmente uma economia de mercado com um Estado Social, questionou Otelo sobre os seus objectivos para Portugal, A resposta imediata deste, que surpreendeu o sueco, foi: “Queremos acabar com os ricos”. Olof Palme respondeu: “Curioso, nós na Suécia queremos é acabar com os pobres”.
Ao contrário dos bloquistas, que acreditam na multiplicação da pobreza e dos pobres, os liberais sabem que sem riqueza não há redistribuição. Portanto, o que é essencial fazer é criar as condições para que o país possa ter uma classe média forte e mais ricos.
É por isso que os nórdicos jamais serão um problema para os liberais. Não são socialistas, respeitam o dinheiro dos contribuintes gastando o menos possível, não diferenciam entre o público e o privado, pois privilegiam a iniciativa privada completando-a apenas quando necessário, os sindicatos estão ao serviço dos seus membros em vez de serem instrumentos ao serviço de um projecto de poder e, para além de advogarem um Estado pequeno, também não têm salário mínimo. Os nórdicos não são países pobres. São ricos!
Até ao aparecimento da IL, o BE tinha um predomínio de influência sobre a juventude. Perdeu-o. Mas essa perda deve-se sobretudo ao facto de os jovens terem percebido que o BE não promove a liberdade, mas antes a obediência.
O medo que o BE tem à liberdade é a força da Iniciativa Liberal! ■




