Os defensores da Nova Ordem, eufemismo para uma nova esquerda, geraram uma cartilha que tem sido a corda com que a alta burguesia e empresários se vão enforcando aos poucos, como bem previu Lenine.
Na verdade, a economia vem sendo acossada pelas políticas económicas voltadas para o endividamento público, inflação, desemprego – pelo alto risco jurídico e económico de se empregar – e aumento da intervenção do estado. E com cada vez mais funcionários públicos, bem-remunerados e de baixa produtividade. Tudo que é público tem fila e demora. Coisas que requerem cada vez mais dinheiro, que sai do bolso do contribuinte, especialmente dos mais pobres pelo aumento de impostos.
As empresas maiores estão a tornar-se corporações, sem donos, com executivos mais preocupados com os prémios do que com o ambiente favorável ao desenvolvimento dos negócios ao longo do tempo. Querem lucros já, a qualquer custo, para garantir prémios milionários. Uma grande empresa brasileira está a propor alterar sua política de remuneração de executivos criando um tecto para as participações. O mundo cresceu no pós-guerra sem estes exageros.
A banalização da corrupção é outra meta, que abre as portas dos governos a traficantes de influência, que com a cumplicidade da Justiça torna normal a impunidade. Os grandes vigaristas, ladrões do sector público, mesmo quando do sector privado, acabam por ficar um período pequeno na cadeia para usufruir depois da impunidade dos ganhos indevidos. Depois de roubar de diferentes formas, o negócio do momento é a advocacia criminal. Os clientes têm sempre dinheiro farto para garantir a impunidade que a legislação permite.
Quem tem memória ou um mínimo de cultura, informação, pode comparar o que ouviu, leu sobre a qualidade dos políticos e executivos públicos em relação à corrupção até há bem pouco tempo. O Brasil dos militares, das grandes obras, sem escândalos, sem milionários da noite para o dia, o mesmo nos governos ibéricos de Salazar e Franco, os franceses até Giscard d’Estaing. O crescimento demográfico desordenado e a imigração sem qualificação abriram as portas à baixa produtividade, à exploração da pobreza e à insegurança nas ruas. Tudo feito com a tolerância e um falso discurso de preocupação social. O capitalismo omisso através de suas lideranças.
Não podem estar a pensar nos pobres os que defendem a verdadeira invasão da Europa central por imigrantes que acabam por encher hospitais e prisões. Muito menos defende a justiça social quem cria leis laborais que levam os empregos do ocidente para a Ásia.
A reacção da sociedade tem sido lenta e pontual. Esta semana surgiu no Brasil a oportuna denúncia dos favorecimentos escandalosos na designação de administradores judiciais de empresas em recuperação judicial, exemplo maior foi a OI, que lesou milhares de portugueses. São parentes e aliados de magistrados que manipulam e destroem o património destas empresas, lesando accionistas, funcionários e credores. E as contas de advogados que recebem honorários incompatíveis com seus escritórios.
Localizar suspeitas de corrupção e favorecimento não seria difícil caso houvesse acompanhamento nas compras de automóveis de altíssimo luxo, aqueles que, no Brasil como em Portugal, custam o equivalente a mais de 400 mil euros, vida ostensiva em hotéis e restaurantes caros. Quem não deve não vai temer esta fiscalização.
Parece que há tempo de se deter esta escalada de destruição de valores éticos, morais, religiosos e históricos no ocidente. Os embates do momento, a guerra e a violência não podem barrar um mínimo de preocupação com o futuro. Vivemos um clima de grande incerteza quanto ao futuro.
Os jovens merecem receber um mundo ocidental que os seus avós receberam. Valorizar a paz, a decência, o trabalho, o amor aos países e não às ideologias. A sociedade anda doente. Precisa de recuperar!
Na verdade, a democracia está a ser usada e abusada para a sua própria destruição, com a demagogia populista, tolerância com o erro e o abandono do mérito como critério na ocupação de cargos públicos. A corrupção infiltra-se na administração pública como veneno para minar os valores éticos e morais da cultura judaico-cristã que construiu o que o ocidente é. ■




