A eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos em 2016 representou um ponto de inflexão significativo na política internacional. A sua reeleição, agora, consolidada por uma base de apoio fiel e uma plataforma patriótica, reforçou uma postura de distanciamento ao multilateralismo tradicional. Este artigo examina as transformações promovidas pela sua liderança na ordem mundial, analisando mudanças nas alianças globais, nos equilíbrios de poder e nas relações comerciais e diplomáticas de maneira objectiva.
Desde a campanha de 2016, Donald Trump, demonstrou uma visão clara de priorizar os interesses americanos acima de compromissos internacionais. A doutrina “América Primeiro” marcou uma mudança em relação à tradição multilateralista, incentivando maior contribuição financeira de aliados e destacando um cepticismo em relação às instituições globais, como a ONU e a OTAN. Um marco dessa abordagem foi a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o Clima, argumentando que este impactava negativamente a economia americana. Tal medida sublinhou a disposição da administração Trump de reavaliar compromissos globais sob a óptica dos interesses nacionais.
Durante o governo Trump, as relações com aliados tradicionais passaram por ajustes significativos. Tarifas comerciais sobre produtos da União Europeia e do Canadá exemplificaram uma abordagem protecionista. Além disso, renegociações de acordos como o NAFTA, que deu lugar ao USMCA, visou beneficiar a economia americana. No campo diplomático, houve um aumento no uso de canais públicos, como redes sociais, para comunicar decisões. Isso introduziu um elemento de transparência directa, mas também gerou desafios na previsibilidade das relações internacionais.
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