Américo, o Cardeal político

É um Cardeal um cidadão comum?
Sim, porque nasceu como qualquer outro do ventre de uma mulher e tem como qualquer outro necessidades, expectativas e objectivos.
Não, porque assumindo um papel de relevo no seio de uma instituição religiosa de grande dimensão, como é o caso da Igreja Católica, tem direitos e deveres diferentes do comum dos cidadãos.
No domínio dos direitos, tem acesso fácil a órgãos de soberania. O mesmo se pode dizer quanto à comunicação social, que facilmente pode usar para expressar a sua voz. Cabe-lhe, também, um papel relevante em termos sociais, nomeadamente evidenciando os desequilíbrios que aí possam existir e sugerindo acções concretas de correcção.
No campo dos deveres, está obrigado a manter distanciamento e equilíbrio, mormente em termos políticos, não interferindo com a decisão dos respectivos actores. Também tem a responsabilidade de respeitar a percepção e vontade populares sobre as diferentes temáticas da vida societária, não influenciando ou instigando num determinado sentido.
No curto discurso que fez aquando da celebração do 25 de Abril de 2024, o cardeal Américo Aguiar reconheceu que aquele momento nos trouxe paz e liberdade, mas que falta ainda cumprir a fraternidade.
Fez mesmo referência à tríade da revolução francesa “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” como um farol que devemos ter presente. E expressou os seus votos de que na comemoração dos 100 anos do 25 de Abril possamos já ter cumprido tal desiderato da fraternidade.

 

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