Cenários de guerra biológica

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Todo o mundo está preocupado com as consequências do vírus, o que é bom, mas raros são os políticos, comentadores ou pessoas com responsabilidades várias, até jornalistas, que aparentam tentar descortinar como surgiu exactamente o Covid 19 e se deu a sua propagação, bem como saber ao certo se é de origem natural ou artificial.

Já as redes sociais estão cheias das teorias as mais desencontradas e muitas delas seguramente falsas. Este é um drama que se vive há basto tempo (provavelmente sempre se viveu, só que agora é multiplicado por mil) que é o de ninguém poder acreditar em ninguém, até porque amiúde as “informações” ditas oficiais também estão cheias de mentiras, meias verdades e/ou irregularmente enquadradas no espaço e no tempo. E agora, quando alguém possa dizer a verdade, poucos acreditam. É terrível. E é tão terrível que ainda recentemente o próprio PR e o PM se viram na contingência de afirmar, a propósito da actual crise, que toda a gente iria falar verdade – porque seria? – para logo a seguir o PM se estender ao comprido com o “não tem faltado nada nos hospitais…”. Enfim.

Ora parece a este modesto escrevinhador que saber-se a origem do problema é muitíssimo importante, senão mesmo fundamental para se poder combater o vírus e suas consequências (e não apenas as da saúde), que desabaram sobre todos nós como uma tempestade perfeita. Por isso convinha começar a alinhavar algo em termos oficiais e credíveis e encarregar especialistas nestas matérias a fim de se perceber o que se passa – e não só para arranjarem um “antídoto” para a doença – e pôr os serviços de informação em campo (o que se espera que já tenha acontecido). É para isso que existem e se lhes paga. É que, quer se queira quer não, estamos perante um cenário nunca antes visto de guerra biológica.

De tudo aquilo que fui tendo conhecimento, vou tentar listar os diferentes cenários possíveis, que tenham um mínimo de verosimilhança. Sem tomar a defesa de nenhum, apenas para reflexão.

Mercado de animais vivos

Em primeiro lugar, a versão mais vulgarizada de que esta nova espécie de corona vírus teve origem natural, num mercado de frutos do mar da cidade chinesa de Wuhan, no início de Dezembro de 2019 – embora se afirme que dos 41 doentes infectados, tidos por iniciais, 13 não têm qualquer relação com o dito mercado. Ou seja, o vírus podia ter sido levado para o mercado e não ter tido origem lá. Convém dizer que neste mercado se vende uma enorme quantidade de animais vivos – que são mortos na altura da compra – e que vão das galinhas a espécies selvagens em vias de extinção. Prática aliás corrente no Extremo Oriente, especialmente na China, onde as pessoas se “especializaram” em comer tudo o que mexe, e onde está enraizada a crença de que comendo ou fazendo uso de partes de determinados animais, tal reverte em benefícios para a saúde, para a virilidade, pujança física, estética, etc..

Num povo com uma civilização tão antiga, parece-nos a nós, “bárbaros do Ocidente”, uma prática meio selvagem, quase sempre praticada debaixo de condições excruciantes para os animais e no meio de uma medonha falta de higiene. Não é de admirar que tal prática resulte numa fonte de transmissão de doenças. É, porém, um negócio de milhões – estima-se que de 2004 para 2018 o montante movimentado passasse de 100 para 140 mil milhões de Yuans (1 Yuan igual a 0,13 do Euro) – que está no ADN da população e tem sido fomentado pelo regime comunista chinês, sobretudo a partir dos anos 70 do século passado (quando houve imensos mortos por fomes), a fim de poder alimentar vastas camadas da sempre crescente população. 

A tese do aparecimento do novo vírus Covid no mercado citado é apoiada por acontecimentos passados de aparecimento de outros vírus no sul da China, como a gripe asiática, gripe de Hong Kong, a gripe aviária H5N1, SARS, etc. (que numa outra óptica poderiam ter sido ensaios…).

Criado em laboratório

Quanto à hipótese de esta nova espécie de corona vírus ter sido uma criação humana, a possibilidade eventualmente mais fiável é a de ter sido criada no Laboratório Nacional de Biossegurança, sito a cerca de 30 quilómetros da cidade de Wuhan (que tem 11 milhões de habitantes), com ou sem colaboração de outras entidades. Inaugurado em 2017, é o primeiro laboratório existente na China para atender aos padrões de biossegurança 4 (BSL-4), a mais elevada de todas. Estão referenciados no mundo 54 laboratórios deste nível. Esta hipótese já havia sido ventilada por uma reportagem da RAI 3, em 16/11/2015!

A ser o caso, podem ainda considerar-se duas hipóteses: ter havido uma fuga acidental, sempre possível, ou, numa visão mais diabólica, mas nada impossível, ter ocorrido uma contaminação dolosa. O que justificaria este último cenário? Pois a “guerra” (para já) comercial com os EUA e não só, e uma aparente estratégia de domínio mundial por parte da China. De que há numerosos indícios, aliás. E, “last but not the least”, existe o enorme conflito pelo domínio da tecnologia 5G – uma tecnologia relacionada com a inteligência artificial e outros domínios de ponta – fundamental para o futuro, o que tem levado, inclusive, por todo o ano de 2019 a uma campanha do governo dos EUA, junto dos seus aliados (incluindo ameaças), para não adoptarem a tecnologia chinesa.

As acusações feitas já à China levaram alguns responsáveis deste país a contra-atacar, dizendo que o vírus foi espalhado por atletas militares americanos aquando da realização, também em Wuhan, dos VII Jogos Mundiais Militares, que ocorreram entre 18 e 27 de Outubro do ano passado, com a presença de 9.308 atletas (nove dos quais portugueses), de 140 países. 

Jogos Militares

Se porventura tal venha a ter algo com a realidade, também se poderá argumentar que a contaminação possa ter sido originada lá (até por outro país qualquer) para ser disseminada por todo o mundo, aquando do regresso das delegações aos seus países; o que parece não ter pernas para andar, dado o lapso temporal entretanto decorrido.

Mas compliquemos ainda mais as coisas. Partindo do princípio de que a alegação chinesa é correcta, teríamos que desenhar três cenários (especulativos, é bom de ver): 


a disseminação do vírus teria sido causada por alguém infectado por acidente noutro local qualquer; 


seria obra da actual administração Trump e forças que a apoiam; 


ou por uma entidade conhecida por “Deep State”, uma nebulosa que constitui (ao que se sabe) uma espécie de “Estado dentro do Estado”, que engloba políticos (transversal aos partidos), gente da alta finança, empresários e uma quantidade considerável de organismos poderosos ou infiltradas, incluindo agências de segurança nacional, etc., que anseiam por uma espécie de governo único mundial; e não são apenas americanos – veja-se as recentes declarações do ex-PM Gordon Brown, ao jornal ‘The Guardian’ em que defendeu “um governo global para lidar com o coronavírus”; e que encontram largo respaldo em órgãos de comunicação social importantes e em parte do sistema judicial; e que, alegadamente também, encontra no tráfico de droga, venda de armamento e tráfico de menores parte da sua fonte de rendimentos.

Bill Gates

Convinha, finalmente e por exemplo, escrutinar a actuação do Sr. Bill Gates e da sua “Bill and Melinda Gates Foundation”, já que, não tendo nenhuma bola de cristal (creio eu), andou a prever desde 2015 a erupção de uma pandemia exactamente como esta, tendo no ano passado financiado e patrocionado pelo menos um evento, o “Event 201”, em Nova York, com o objectivo de testar a preparação de empresas e governos para uma pandemia de… corona vírus.

Ainda antes o início do surto, a “Netflix” lançou um documentário com o nome de “Pandemic”, justamente falando de um vírus que se vai espalhar na China… Fico por aqui. Ora a acção da fundação de Bill Gates é feita sob os maiores auspícios de pura filantropia. É possível, embora seja estranho, que um homem que passou toda sua vida a ganhar somas pornográficas de dinheiro, decida de repente passar a filantropo, sobretudo depois de deixar funções executivas na Microsoft. Mas convinha investigar e seguir o “rasto do dinheiro” (ou seja, quem eventualmente vai ganhar com a desgraça alheia, nomeadamente com o negócio dos medicamentos e das vacinas). 

E mais convinha investigar quando se sabe que Bill Gates e a respectiva fundação (que recebe donativos e também pode servir em esquemas de fugas aos impostos, além de dar respeitabilidade) investiram largas somas na indústria farmacêutica e mostram especial interesse por vacinas. Sendo a cereja em cima do bolo um especial relacionamento com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a quem tem doado generosos donativos.

O Dr. Tedras, a eutanásia
e Fort Detrick

A talhe de foice (e martelo), diga-se em abono da verdade que o actual Presidente da OMS, Dr. Tedras Adhonom Ghebreyejus, com um longo historial como marxista-leninista no seu curriculum, é especial amigo da China (impedindo até a Formosa de fazer parte da instituição), de quem recebe também elevada soma (se bem que quem pague mais sejam os EUA), e não se tem poupado a elogios às autoridades chinesas pelo seu comportamento nesta crise.

Aliás, este vírus parece ter sido feito à medida para acabar com a “peste grisalha” e para quem está preocupado em reduzir o “excesso” da população mundial, pois mata particularmente os mais idosos e doentes. Uma espécie de eutanásia perfeita…

Por fim, sabe-se que em Julho do ano passado o “U.S. Army Medical Research Institute of Infections Disases Labs”, um dos muitos organismos/unidades situados em Fort Detrick, Maryland (uma base militar do Exército dos EUA, construída a partir de 1931 e que foi o principal centro de pesquisas biológicas americanas entre 1943 e 1969), foi encerrado pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) por falhas nos protocolos de biossegurança.

Curiosamente, este mesmo laboratório – que estuda os mais perigosos patogénicos a nível mundial – deixou, a 27 de Março deste ano, de ter restrições ao seu funcionamento. Entre uma situação e outra existem reportes de várias ocorrências, uma das quais envolve uma acusação de roubo e espionagem para a China, a um professor de Boston. 

Em súmula, não se conseguiu até à data identificar o “paciente zero” – o que nos traria importantes pistas – até porque países como os EUA, o Vietnam e o Japão reportaram atempadamente terem casos que em nada estariam relacionados com a China.

Do mesmo modo, pouco se sabe sobre as diferentes estirpes em que o vírus se vem transformando. O mais virulento de todos parece ser o que atingiu o Irão, país de que quase não se fala (aquele que tinha acabado de jurar vingança sobre os EUA…). Ou seja, estamos praticamente na estaca quase zero.

Ocultação

Mas seja qual for o cenário que possa ter dado origem a esta desgraça toda, sem paralelo na História da Humanidade, até porque nos pode fazer morrer não só da doença como da cura, uma coisa se pode concluir: a China não andou bem neste âmbito. Talvez por isso um grupo de advogados americanos estará a intentar uma acção incriminatória no valor de 20 triliões de dólares, por acções dolosas…

A China possui actualmente um regime político duplamente odioso, já que combina o pior do Comunismo com o pior do Capitalismo. Sem embargo, tem um “timoneiro” forte e muito capaz (apoiado em 90 milhões de membros de um Partido único e totalitário). E isso faz toda a diferença: atente-se nas continuadas lideranças políticas ocidentais, cada vez mais fracas e pusilânimes, fruto da degenerescência dos Partidos Políticos, que por sua vez causam a perda das virtudes morais e éticas das populações. Ou seja, não se pode acreditar em nada do que sai oficialmente da China, cujo Governo detém o controlo dos meios de comunicação e toda a vida em sociedade. Para além disso, os chineses sempre foram, por natureza, muito dissimulados. E pacientes.

Por isso devemos ter em conta que tudo aconteceu a fim de coincidir com o novo ano chinês, oficialmente comemorado a 25 de Janeiro (período em que ocorre a movimentação de dezenas, ou mais, de milhões de chineses, dentro e fora da China). Curiosamente, este ano é o ano do “rato”, o primeiro do signo do Zodíaco chinês – lugar a que se alcandorou, segundo a lenda, de forma “ardilosa” – associado à riqueza, à indústria e à prosperidade, mas também à maldade, à mesquinhez e à baixeza. E também toda a gente sabe que o rato é tido, desde a Idade Média, como o principal disseminador da peste. 

As autoridades chinesas começaram por tentar ocultar o que se passava; prenderam e fizeram desaparecer, aparentemente, muitas pessoas que tentaram denunciar os eventos (o mais célebre foi o Dr. Li Wenliang); esconderam, depois, a gravidade da situação; recusaram ajuda externa; só a 31 de Dezembro comunicaram o caso à OMS, mas dizendo que tinham a situação controlada, etc.. Só quando não puderam esconder mais o que se passava é que actuaram “à bruta”, a partir de 21 de Janeiro. Por isso a OMS só declarou o estado de “Emergência Global de Saúde Pública” em 30 de Janeiro e o estado de “Pandemia” em 11 de Março, quando já estavam contabilizados 118 mil casos e 4291 mortos em 114 países. E sempre com grandes elogios para a China…

“Ajuda filantrópica”

Nunca se soube ao certo a propagação do vírus pelas diferentes províncias chinesas e suas consequências, apenas se adiantou o número de 62 milhões de cidadãos em quarentena. E corre por aí que as duas mais importantes cidades, Pequim (centro do poder político e sede dos principais órgãos políticos) e Xangai (principal centro económico e financeiro), não foram praticamente afectadas pelo “Covid 19”. Tão pouco se sabe o critério para contar afectados e mortos. E, de repente, estando contabilizados pelas autoridades chinesas cerca de 81.000 infectados e 3.300 mortos, o vírus “desapareceu” da China quase de um dia para o outro e o país recomeçou a laborar e a exportar a todo o vapor. Não sei porquê, parece-me uma história mal contada…

O que não está nada mal contado é que a China – sem assumir qualquer responsabilidade no assunto – passou a actuar “filantropicamente”, oferecendo ajuda internacional, sobretudo a países europeus (que a China há muito anda a comprar, com a conivência das partes) – União Europeia, já foste! –, nomeadamente a Itália, país mais afectado até à data. Muito provavelmente por causa da enorme comunidade chinesa existente no Norte, mais afectado, calculada em cerca de 200.000 almas – o que se explica por, ao invés do que a maioria dos países faz, que é deixar deslocalizar as empresas para a China, neste caso foram os chineses que compraram muitas empresas, sobretudo de moda, e enviaram os seus amarelados de olhos em bico trabalhar para Itália (para além disso, estão interessados nos portos italianos – se é que já não os compraram – de Génova, Triestre, Ravenna e Palermo, por causa da “Rota da Seda”, como já tinham feito com o porto do Pireu, na Grécia, e querem fazer com Sines…). A proverbial indisciplina dos italianos fez o resto.

Domínio da economia

Seja para não ficar atrás dos chineses, ou por outras razões, a Rússia do Czar Putin (que não dorme em serviço) e a sua aliada Cuba logo vieram em auxílio, o que só lhes fica bem. Até já chegou material sanitário e de protecção aos EUA, o que não deixa de ser algo humilhante para quem tinha decretado sansões económicas à Rússia por causa da Ucrânia e da Crimeia… A Geopolítica é tramada.

Uma coisa é certa: a economia e as finanças vêm por aí abaixo; as bolsas já se anteciparam. Fala-se de que os chineses começaram a comprar as acções depreciadas em bolsa, adquirindo muitas empresas ocidentais importantes. É necessário confirmar a sua extenção. E note-se que se os chineses o fizerem, apenas estão a seguir as regras do jogo capitalista. Mas se ainda não o fizeram, irão seguramente fazê-lo, e extensamente, até porque são os únicos que dispõem de quantidades enormes de dólares (há quem refira mais de um trilião) da dívida americana. Para além disso, sobretudo durante a crise financeira entre 2008 e 2012, andaram a acumular a maior quantidade de ouro a que puderam deitar mão, com o que já ameaçaram fazer do Yuan, uma moeda de referência respaldada por esse metal, o que iria, naturalmente, destronar o Dólar e o Euro.

Tudo isto sem contar que, com a ruína das principais economias mundiais, quase sem capacidade industrial (a ganância do lucro levou-as a enviar as empresas para a China, onde há salários de miséria, ou para mãos chinesas, para já não falar nos “vistos Gold”), terão de comprar à China o que lhes falta, e só venderão para lá o que ela quiser (veja-se, por exemplo, como os EUA estão hoje esmagados pela dependência chinesa em medicamentos…). Um autêntico suicídio, que começou quando se deixou entrar a China para a Organização Mundial do Comércio, em 2001. E com o petróleo ao preço da chuva, a China poderá comprar um ‘stock’ enorme deste produto e melhorar ainda mais a sua balança comercial. E note-se que, segundo dados vindos a público, o petróleo fabricado na América a partir do xisto betuminoso só é rentável a partir de 30 dólares o barril…

O sonho chinês

Tudo o que se está a passar agora parece estar perfeitamente em linha com as conclusões do último Congresso do Partido Comunista Chinês, o 19º, que decorreu entre 18 e 24 de Outubro de 2017 (reúne de cinco em cinco anos). Entre muitas outras, praticamente inspiradas na estratégia proposta pelo presidente Xi, aponta para uma liderança global, integração dos mercados globais, domínio dos mares no Sul da China, ao mesmo tempo que insiste na necessidade de desenvolvimento e no combate às alterações climáticas (deve ser por a China ser um dos maiores poluidores mundiais) e tornar o sistema chinês uma opção para outros países…

O sonho chinês: alcançar o “grande rejuvenescimento da nação”; “tornar a China uma potência mais actuante e responsável no cenário internacional”; e adoptar uma “política externa mais assertiva, disposta a defender proactivamente os seus interesses seja em disputas territoriais ou no campo económico”. Apetece dizer que se foi para isto que a China despertou do seu sono, mais valia ter ficado a dormir. 

Convinha mandar apresentar o Afonso de Albuquerque e o D. Francisco de Almeida… ■