PNS – Pára e Nega o Socialismo: 10 razões para não votar PS
O país nunca esteve tão desgovernado e sobretudo nunca esteve tão cansado e sem esperança num futuro melhor. O socialismo, durante estas últimas duas décadas, colocou-nos num beco sem saída, que será muito difícil de ultrapassar. As escolas não funcionam, os transportes não funcionam, os hospitais não funcionam, a economia não desenvolve, os impostos sufocam, há uma crise sem precedentes na habitação, estamos a caminho da cauda da Europa a 27, mas o Partido Socialista continua a ser um oásis para os seus acólitos e uma mega-agência de emprego, continua cheio de pequenos Sócrates que medram neste Estado labiríntico, inábil e esboçado directa ou indirectamente para ser corrupto. Haverá alguma classe profissional ou sector social satisfeito com este estado caótico a que o socialismo nos conduziu!?
Qualquer saída deste marasmo será tumultuosa, em virtude de nada se ter feito, nada se ter mudado, nada se ter renovado ou reformado, ainda assim apregoa-se o Eldorado luso, dado que a propaganda socialista é de uma grande eficácia, sendo que perceberam a mentalidade de um povo quebrado, resultando num controlo praticamente total, assegurando-se de que dominam o modo como funcionam os principais órgãos de comunicação social. O socialismo é muito profissional a fomentar a dependência, a alimentá-la, a controlar a opinião pública, a fazer política com base em sondagens permanentes das necessidades e medos das pessoas, a repetir promessas vários anos de seguida, e a criar o medo de que a alternativa será sempre pior.
O PS já não tem princípios nem ideologia, tem interesses, táticas e estratégias para a sua perpetuação no poder.
Em 2023, o Portugal socialista voltou a ser um dos países do pódio com mais trabalho precário na Europa. O futuro significa receio e falta de esperança, particularmente para os jovens. Viver sem segurança e confiança é devastador. Como eleitores, e com poder para transferir para o voto, a nossa revolta e a consequente vontade de mudança da realidade de Portugal, não podemos permitir que esta continue a ser a nossa realidade, a de um país europeu, na UE, em 2024! É um cenário chocante e repugnante, do qual não podemos ser cúmplices. Compete-nos votar e através do sufrágio, sermos embaixadores da mudança, para furar de vez, o manto da manipulação astuciosa do socialismo. O que impede as pessoas de acabarem de vez com o socialismo em Portugal? Seremos masoquistas, cobardes e ignorantes?
O facto de Portugal surgir sistematicamente no pódio dos piores, seja de índole política, económica ou social, mais parece uma fatalidade. Parecemos um povo anestesiado mentalmente, e levado a pensar que a ideia da nossa mal-amada pátria ser invariavelmente referida como o carro vassoura da Europa, poderá ser natural e inevitável. Não é, nem nunca será! O pior de tudo é que os portugueses parecem ter-se resignado e interiorizado esta sina, induzidos a tal, sabe-se lá por que tenebrosas forças. O mais nefasto é nem terem consciência de que o mal não está neles, muito menos na democracia, antes recai, em absoluto, nos políticos e no regime político que gera tão falsos servidores da causa pública.
Teimar no socialismo é insistir nos mesmos erros, esperando resultados diferentes e políticas diferenciadoras. Deixo elencados 10 motivos que, inspirados em elementos factuais e empíricos, deverão ajudar a demover o leitor indeciso, ou ainda em reflexão, a votar no Partido Socialista, mais propriamente no actor político que, em condições extraordinárias de governabilidade, deu provas da sua inaptidão e improbidade no desempenho das funções governamentais, o seu líder, Pedro Nuno Santos. Votar no PS e em PNS significa:
1 Continuidade das políticas desastrosas de Costa e manutenção da equipa com lugar cativo
Em equipa que ganha não se mexe. No caso de Pedro Nuno Santos, eleito secretário-geral do PS, com 62% dos votos dos militantes, as primeiras indicações da receita para manter o poder obtido e gerido por António Costa entre 2015 e 2023, adivinha-se uma vontade de dar continuidade a estes oito últimos anos, e contará para tal com os principais aliados políticos.
Será difícil imaginar um eventual futuro executivo socialista muito diferente do demissionário. A estratégia será a de fazer valer o legado de António Costa, e na perspetiva de um eventual governo socialista liderado por PNS, será ‘mais do mesmo’, mas para pior, ou seja, a continuação das políticas dos últimos governos PS, mas ainda mais à esquerda, com uma provável reedição da ‘geringonça’ de esquerda que nos conduziu até à situação de instabilidade política, mas também social, que hoje vivemos.
2 Irresponsabilidade política e falta de ética
“Estou-me marimbando para os nossos credores, estou-me marimbando para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal nas condições em que emprestou”, afirmou, na altura, Pedro Nuno Santos. “Ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos. E se nós não pagarmos a dívida e se lhes dissermos, as pernas dos banqueiros alemães até tremem”, ameaçou o então vice-presidente do grupo parlamentar do PS.
Estas foram, na altura, as afirmações de PNS relativamente aos credores externos, atestando a sua falta de responsabilidade política e a sua inescrupulosa disposição para dar cumprimento às premissas protocoladas; e estando ao seu alcance uma decisão deste calibre, haveria um risco sério de colocar o país numa situação de incumprimento e de despudor.
3 Impulsividade e petulância
Aproveitando uma viagem ao estrangeiro de António Costa, PNS decidiu impulsiva e unilateralmente, à revelia de decisões superiores, a localização do novo aeroporto de Lisboa, mediatizando essa informação, o que lhe valeu um valente puxão de orelhas do primeiro-ministro. A esse respeito, e para amenizar os danos, o actual líder do PS dispôs-se a uma cena, que uma jornalista descreveu como de “auto-humilhação, poucas vezes registada nos anais da política portuguesa” e “um acto de contrição penoso», no qual Pedro Nuno assumiu «uma falha relevante», que atribui à sua impulsividade, e eu acrescentaria, um gesto de pura sobranceria e imodéstia.
4 Radicalismo à esquerda
A influência do pai, esquerdista radical em 1975, de origens humildes, foi determinante na construção da personalidade política e ideológica de PNS.
Pedro Nuno Santos apresenta-se como um homem de esquerda e sempre defendeu que a melhor solução para o país é agregar os partidos desse espectro político – feito de que muito se orgulha. Chegou mesmo a parafrasear Marx, em discursos, por mais que uma vez. Embora não seja fácil disfarçá-lo, a Pedro Nuno Santos não convém que os eleitores moderados do centro, os tais que decidem eleições, se apercebam até que ponto ele está à esquerda dentro do seu próprio partido. Não lhe convém que saibam que, à mínima hipótese, irá lançar-se entusiasticamente nos braços da extrema-esquerda e adoptar uma agenda de governação que fará os anos da geringonça parecerem um período de liberalismo económico.
É um convicto crente numa visão estatizante e paralisadora da sociedade, à imagem e semelhança do que defendem os seus potenciais aliados. Em entrevista à CNN Portugal afirma estar a postos para uma geringonça à esquerda caso vença as eleições.
5 Federalista e profundamente europeísta
O pensamento de Pedro Nuno Santos (PNS) sobre a Europa, de cujo desenho institucional sempre se manifestou crítico, bem como da economia liberal, foram dois assuntos que colocou a par em várias das moções com que se candidatou a dirigente nas estruturas do PS. Definido como “profundamente europeísta”, defende “um federalismo democrático para a União Europeia”, uma união política “construída a partir do Parlamento Europeu” para mudar “esta Europa”, ligando o “debate sobre o futuro da arquitetura económica e institucional da UE” ao “debate sobre o futuro do movimento socialista europeu”. A primazia da Europa em detrimento da soberania nacional.
6 Incongruente, pouco credível e mendaz
Após uma série de polémicas, envolvendo principalmente a TAP e o novo aeroporto de Lisboa, Pedro Nuno Santos acabou por apresentar a demissão do cargo de Ministro das Infraestruturas e da Habitação, no final do ano passado, após rebentar o escândalo da indemnização milionária paga a Alexandra Reis. Agora, o ex-governante volta à vida política ativa na tentativa de passar pelos pingos da chuva e na esperança de uma amnésia geral até ao dia 10 de março.
E menos argumentos tem alguém que deixou esse Governo pela porta dos fundos, depois de uma trapalhada em que garantiu com veemência não ter aprovado uma indemnização de 500 mil euros a uma ex-administradora da TAP, entretanto também breve ocupante do cargo de secretária de Estado, para depois vir reconhecer que afinal o tinha feito, pelo WhatsApp, mas que se tinha esquecido. O homem que em 2015 ‘desprivatizou’ a TAP, dizendo que Portugal não podia prescindir de ter uma companhia de bandeira. O homem que acusou o Governo de Passos Coelho de ter feito um negócio “às escondidas dos portugueses”, privatizando em segredo uma companhia aérea importantíssima para o país. Esse homem seria aquele que, com o mesmo ar convicto, dizia no Parlamento que o futuro da TAP é ser privatizada! Chocante!
Relativamente às portagens, a cena foi igualmente aberrante, uma vez que PNS teve a matéria das portagens sob a sua responsabilidade durante quatro anos, opôs-se ferozmente à redução aprovada na Assembleia da República, com votos contra do PS, e agora, em período pré-eleitoral, é defensor da sua abolição. Inacreditável!
No que diz respeito ao descongelamento do tempo de serviço dos professores, repetiu a encenação demagógica. Tendo votado sempre no parlamento contra a reposição do tempo de serviço integral dos docentes, asseverando essa impossibilidade, vem agora anunciar a sua intenção de repor o tempo congelado desde a legislatura de Sócrates, e inclusivamente o aumento da remuneração dos docentes em início de carreira. Inenarrável!
7 Impreparado e utópico
PNS, menino privilegiado, de famílias com posses, ingressou no mundo da política ainda na adolescência, profissionalizou-se na política, transformando-se num político “hábil” embora “sem experiência de vida no mundo real” e “sem respeito pelo dinheiro dos contribuintes”. A sua profissão esteve sempre ligada ao serviço público e sob uma só bandeira: a do Partido Socialista. A sua mundividência restringe-se às intervenções circunscritas ao âmbito político, mas totalmente alheada do mundo empresarial, do empreendedorismo e da realidade social.
8 Incompetência: “estraga tudo onde toca”
PNS esteve quatro anos com a pasta da Habitação, a par com a das Infraestruturas, essencial para desenvolver o território, sendo, por isso, responsável pelos maus resultados nessas áreas, que agora se propõe resolver. Antes disso, como secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, teve conhecimento dessas e de outras áreas de governação, incluindo a Economia, em que a ausência de medidas de estímulo à produtividade é que impede as empresas e o Estado de pagar “salários dignos”, pelas quais é corresponsável.
Na verdade, PNS parece ter o dom de ‘estragar tudo onde toca’. Para além do já referido, consta que coordenou as negociações para a elaboração da nova lei de bases da saúde em colaboração com o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista, ficando, assim, sinalizado o início do fim indesejado do Serviço Nacional de Saúde. Terá participado na negociação do intitulado imposto Mortágua que ajudou a desencadear uma crise no mercado de arrendamento. Ajudou a direcionar 3,2 mil milhões de euros para a TAP e foi obrigado a um pedido público de desculpas por assinar um decreto à revelia de António Costa. Por fim, demitiu-se por aprovar indemnizações milionárias por WhatsApp. Estranhamente, foi eleito líder do PS, reflectindo a realidade do partido que o conduziu ao cargo.
9 Desonestidade e opacidade
Pedro Nuno Santos adquiriu um imóvel no valor de €740 mil, mas não declarou como pagou a casa. A mulher pagou €290 mil a pronto, mas o ex-ministro não revela a origem dos fundos. O resto foi um crédito bancário de €450 mil amortizado em poucos meses. Disse a um meio de comunicação social que foi o pai, mas depois mudou de versão. Não comunicou estas operações ao Constitucional.
Quando, a 12 de Dezembro de 2018, Pedro Nuno Santos apresentou no Tribunal Constitucional (TC) uma actualização da sua declaração de rendimentos e património, indicou na página 15 um crédito à habitação no valor de €450 mil. Na altura, era secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares. Dois meses depois, a 18 de Fevereiro de 2019, foi promovido a ministro das Infraestruturas e teve de apresentar uma nova declaração, o que fez a 17 de Abril desse ano. Aqui, havia outra mudança: desapareceu a dívida ao banco. No mínimo, estranho e inexplicado.
Numa outra aquisição, de outro imóvel no valor de €506 mil, o fisco avaliou-o, para efeitos de pagamento de IMI, no valor de €47870, e PNS acaba por pagar inexplicavelmente uns residuais 143€ por um imóvel de milhares de euros.
Outro caso mediático prende-se com os €203 mil que recebeu em subsídio de deslocação, alegando residência em S. João da Madeira, quando a sua residência habitual em Lisboa fica a 700 metros do seu local de trabalho, a Assembleia da República.
Em termos de favorecimento familiar, destaca-se o caso do seu pai que é dono de uma empresa de maquinaria para calçado, da qual ele também é sócio, embora muito minoritário, mas que herdará quando o pai entender, e que tem feito contratos com o Estado por ajuste direto de milhares de euros. Uma falta de vergonha.
10 Discípulo da escola socrática
A história da TAP faz lembrar um pouco a da PT, e a personalidade de Pedro Nuno Santos faz lembrar um pouco a de José Sócrates. São dois homens obstinados, perseverantes, combativos, ditadores em potência. O problema é que as irreverências de Pedro Nuno Santos, como as de José Sócrates, já custaram ao país muitos milhões. José Sócrates governou o país durante seis anos, marcados por fracassos e inoperância, tendo por base uma gestão danosa que culminou numa demissão, fuga do país e pedido de ajuda externa. Quem accionou formalmente o empréstimo internacional foi o governo do PS na altura em funções, por ser incapaz de gerir as contas do país. A analogia das personalidades e o estilo de liderança pressagiaria uma grande probabilidade de termos o mesmo desfecho babélico, no caso de PNS alcançar a liderança governativa.
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Conclui-se, assim, que tanto os cidadãos quanto os mercados possuem motivos legítimos para desconfiar das promessas de PNS como candidato a primeiro-ministro, considerando as suas posições e decisões tanto na oposição quanto nos governos liderados por António Costa.
Pertenceu a um Governo que liderou Portugal durante tantos anos, e tendo tão pouco para apresentar como credenciais, só resta mesmo a alternativa de tentar semear a desconfiança em relação aos opositores. Os argumentos válidos e honestos para convencer alguém a votar no PS estão cada vez mais difíceis de encontrar, já os argumentos factuais e verídicos para não votar são ostensivos e multiplicam-se todos os dias. ■




