Centeno e Orçamento do Estado ficam como estão

0
343

O Presidente da República promulgou no início da semana o Orçamento do Estado para 2020. O anúncio da promulgação foi feito depois de uma audiência, envolta em especulação, concedida por Marcelo Rebelo de Sousa ao Ministro das Finanças, Mário Centeno.

Já dias antes a comunicação social publicara textos misteriosamente bem informados sobre a intenção de Marcelo de “chamar a Belém” o titular das Finanças, alegadamente com a intenção de “convencê-lo” a manter-se no Governo e abdicar do propósito de prosseguir a sua carreira técnica num cargo alternativo – como o de governador do Banco de Portugal. Quem teria sido o informador anónimo das intenções presidenciais?

Com todos os comentaristas ocupados com o Covid-19, aparentemente não houve um só que estranhasse a intromissão do Chefe do Estado numa questão que só remotamente lhe dizia respeito, assim como não houve comentários à “convocatória” de um ministro isolado para uma audiência oficial. Nem mesmo António Costa pareceu incomodar-se.

Na verdade, Mário Centeno acabou por ir a Belém a pretexto de partilhar com Marcelo a avaliação das consequências orçamentais da crise e das medidas que estão a ser tomadas, para além de tomar conhecimento, em primeira mão, da decisão presidencial de aprovar o Orçamento do Estado, apesar de ser sabido que a pandemia de Covid-19 alterou o cenário económico e financeiro sobre o qual o OE assentava.

• Leia este artigo na íntegra na edição em papel desta semana já nas bancas