Globalização vs. Estado-Nação

Para a maioria das pessoas o termo globalização é usualmente conotado com uma ideia económica e/ou comercial que ultrapassa os limites territoriais definidos em Vestfália, limites esses que conjugando conceitos políticos e culturais conceberam o Estado-Nação.

Partindo da associação das vertentes económica e política, podemos dizer que ambas, cada uma à sua maneira, contribuíram para o mundo que hoje experimentamos. Igualmente podemos afirmar que à medida que se foram expandindo os horizontes geográficos, tanto o centro de comércio como o centro de política mundial foram-se deslocando. Mas será que essa coordenação continua a verificar-se?

Um Império exige conquista territorial. É inegável que o uso da força foi um instrumento essencial na conquista e formação dos impérios, só que isso notou-se durante os períodos da história em que os Estados soberanos não ocupavam a totalidade dos continentes, pelo que a expansão territorial era legítima e as colónias foram uma realidade.

Com os nacionalismos, que curiosamente começam na Europa em 1740 e que vão até aos movimentos independentistas das colónias no séc. XX, o mundo nunca mais foi o mesmo. Consequentemente, também a Europa não voltou a ser o que era. Como muito bem diz Jean Carpentier, “O Congresso de Viena não reconstruiu a Europa de antes de 1789”. Nem mais nada o fez porque as nações começaram a povoar a Europa e o mundo. Particularmente representativo de tal é o período subsequente à Segunda Guerra Mundial. A descolonização era, nessa altura, um fenómeno em efervescência. Ainda hoje aparecem novos Estados e supostas autoproclamadas repúblicas desejam ser anexadas por outros Estados.

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