Muitos turistas deixam cá… raspas!

Ao ver-se a Baixa de Lisboa repleta de turistas, pensar--se-ia estarmos perante a galinha dos ovos de ouro. Pura ilusão: cada “turista de cruzeiro”, por exemplo, gasta em Lisboa, em média, menos de 20 euros por visita!

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As cidades estão a abarrotar de turistas, Lisboa e o Porto são hoje verdadeiros ‘lunaparks’ para milhões de visitantes de saco às costas. Contudo, só uma parte desta imensa multidão deixa em Portugal dinheiro que compense o “estrago” que faz.

Entre “turistas de pé descalço”, que se alojam precariamente em quartos cujos proprietários nem sequer pagam impostos, e “turistas voadores”, que tiram muitas fotografias mas não entram numa loja para gastar um cêntimo, muitos são os que não contribuem para as (boas) estatísticas turísticas nacionais.

Dados preliminares referentes a 2019, há dias divulgados, indicam que o sector do alojamento turístico oficialmente registado (Hotelaria, Alojamento Local, TER e TH) registou 27 milhões de hóspedes ao longo do ano, correspondentes a cerca de 70 milhões de dormidas. Este total nunca antes tinha sido alcançado.

Os bons números actuais não correspondem, contudo, a uma situação sustentada, mas apenas a uma conjuntura favorecida pela economia mundial, sempre volúvel. De todo o modo, o volume de negócios gerado pelo turismo tem indiscutível peso na economia portuguesa. Os gastos dos estrangeiros que visitaram Portugal no último ano ultrapassaram os 18 mil milhões de euros, entre viagens, hotelaria e compras. 

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