A alegre marcha para o caos ou a hora do juízo

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As pessoas mais responsáveis no chamado mundo ocidental, democrático e capitalista não podem ignorar que estão diante de uma encruzilhada em que terão de fazer opções claras para que não se mergulhe numa crise imprevisível sob o ponto de vista social e político. A qualidade de vida conquistada nos últimos cem anos pode ser perdida diante de um quadro que tende a ser assustador.

Prevalecem raciocínios ideológicos quando a rica experiência regista que o bem-estar social e a paz interna nos países têm uma receita provada e comprovada, que os políticos mais à esquerda, incluindo ingénuos “cristãos”, insistem em negar, minimizar e combater, com respaldo na ignorância de uns e frustrações de outros.

O pensador brasileiro Roberto Campos já dizia que as esquerdas não amavam os pobres, mas sim odiavam os capitalistas, embora não abrissem mão de salários do estado e benefícios, quando no governo gerar dificuldades para a venda de facilidades. A esquerda tem um histórico de corrupção como se sabe.

Os anos de pandemia, de guerras, criaram um quadro de inflação generalizada, desemprego, endividamento de países e da população em geral. Há desgaste da maior economia mundial, a americana, hoje sob domínio de um governo gastador e inibidor do investimento e da poupança privada. O dólar, moeda de referência, está em crise, assim como o euro – ambos adoptados pelas maiores economias da Europa. É o poderio da Ásia, incluindo a Rússia, cada vez menos europeia e mais asiática.

Abaixo do Equador a situação é mais grave, pois a fragilidade das democracias e ignorância da população, que continua a crescer de maneira irresponsável, provocam crises na América Latina, mantêm a África na pobreza, na violência e na corrupção, estimula a imigração predatória, que ameaça as economias, a cultura e a qualidade de vida de países até então acima da média. Exemplos são os nórdicos e alguns europeus, como a Bélgica, que proporcionam subsídios significativos que desestimulam a busca do trabalho pelos imigrantes africanos ou muçulmanos, provocando o aumento da violência nas cidades. A Europa anula a responsabilidade demográfica com a invasão de pessoas que pressionam os seus gastos com saúde e segurança pública. O recomendável hoje seria um crescimento demográfico nunca superior a 1%. A mão-de-obra necessária não é pela quantidade e sim pela qualidade. Um trabalhador mais preparado custa menos ao estado, ganha mais e pode ser mais feliz.

Os países ainda com capitalismo, liberdade de empreender, sofrem com a gula fiscal, que toma parte do que é produzido, a obesidade das cidades, que custa administrar, e provoca problemas que afectam a todos, como intervencionismo e excesso de regulação. A intromissão da Justiça nos países latinos gera insegurança jurídica, permite que magistrados legislem com graves reflexos na vida dos povos. Além da morosidade gerar impunidade. E custam caro em salários e nos verdadeiros palácios que abrigam os tribunais.

Países que teimam em buscar sair das crises sem sacrifícios por algum tempo ficam condenados a perda de qualidade de vida crescente. Não se faz um regime para emagrecer sem abrir mão da pizza e das açordas. Por algum tempo, e não necessariamente para sempre.

É preciso uma reacção do bom senso, antes que seja tarde. O mundo é interligado e a reversão do quadro não pode ser isolada. Já não existem “ilhas” paradisíacas. O momento é de trabalhar e não de tolerar greves, discutir diminuição de carga horária, delírio que vem sendo alimentado pela chamada “nova ordem”, versão contemporânea do socialismo. Ajustar para não mergulhar no caos. Não se agride a lei da oferta e da procura. Sempre terá um lugar pronto a ser receptivo ao desenvolvimento, ao progresso.

O quadro está definido: o reino da irresponsabilidade ou austeridade e meritocracia, preservando a liberdade, com ordem e segurança.

Alguns países relevantes começam a reagir numa explosão espontânea de bom senso e instinto de sobrevivência. A Suécia e a Itália são os casos mais recentes. Mas preocupa a omissão do alto empresariado e os chamados grandes “media”.

As direitas não sabem fazer política, não sabem comunicar, e por isso perdem eleições em países relevantes como os EUA e no sul da Europa, incluindo a Península Ibérica. ■