Volume VI das “Obras Escolhidas” de Manuel Ferreira Patrício

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No volume VI das “Obras Escolhidas” de Manuel Ferreira Patrício, que cobre a mais recente década da sua criação filosófica, começamos por republicar o seu livro No labirinto messiânico de Fernando Pessoa, de 2013. Como o próprio assume no seu “Prólogo”, este foi um livro que germinou em meados da década de oitenta e que ele foi amadurecendo nas duas décadas (e meia) seguintes: “Fui investigando e escrevendo sempre mais. E eis que transcorreram 25 anos, um quarto de século”.

Com esta obra, de longa maturação e plena maturidade, forma-se pois um triângulo (em que os outros vértices são Leonardo Coimbra e Teixeira de Pascoaes) e fecha-se (perfeitamente) um círculo, o ciclo da valiosíssima criação filosófica de Manuel Ferreira Patrício, que (não temos sobre isso a menor dúvida) será (cada vez mais) uma figura de referência para todo o pensamento filosófico português (mais amplamente, lusófono) do século XXI.

Na mais de dezena e meia de textos publicados ainda na Revista NOVA ÁGUIA, reitera Manuel Ferreira Patrício, como salientámos no volume anterior, a importância da “Lusofonia” – falamos, em particular, dos seguintes textos: “Minha pátria é a língua portuguesa. Lendo o poeta à letra e… ao espírito”, “A Língua Portuguesa e o Destino de Portugal”, “Nos próximos 100 anos, A CPLP será ou Portugal não será” e “Sobre O MIL: Movimento Internacional Lusófono e a NOVA ÁGUIA”. Sem esquecer outros, como o “Hino da Lusofonia” (que igualmente musicou, a nosso pedido), publicado na secção seguinte…

Nesta, coligimos mais de meia centena de textos, de índole muito diversa: do ensaio filosófico ao estudo hermenêutico e ao testemunho pessoal. Que são muitos, porque muitos são os Amigos de Manuel Ferreira Patrício e porque muito gosta ele de gostar dos seus Amigos. Dos seus Amigos e dos seus Mestres – leia-se, para o atestar, o seu texto “O que devo ao Padre Manuel Antunes”, onde escreve: “A primeira reunião de trabalho com o Padre Manuel Antunes sobre Leonardo Coimbra foi algo de muito importante na minha vida. Essa reunião fez-me logo estremecer (…)”.

Por fim, republicamos aqui mais algumas entrevistas, a última das quais (ainda e sempre) sobre a Escola Cultural – nas suas palavras: “O homem é um ser espantosamente complexo e rico. Mas não nasce desde logo cumprido no seu imenso potencial. É, na verdade, necessário proporcionar-lhe a sua formação. Formar um ser humano é mais, muito mais, do que dar-lhe ensino, fazê-lo aprender muitas coisas. Formar é dar forma, levar uma matéria a ser o que tem para ser, para ser o que é; no caso de cada ser humano, para ser quem é. O ser humano não é (apenas…) um que, é exigência de ser um quem. A Escola Cultural é um paradigma pedagógico concebido e ordenado para responder a esta exigência. Lembremos que cada ser humano é um caso humano único; uma exigência axiológica única; uma exigência cósmica única”. ■

Edição do MIL: Movimento Internacional Lusófono (para encomendar: info@movimentolusofono.org)