Tantas vezes foi o escândalo à fonte…

Finalmente, com oito anos de atraso, António Costa deixou de ser Primeiro-Ministro.
No momento em que escrevo estas linhas desconhece-se ainda qual a decisão do Senhor Presidente da República quanto ao futuro: novas eleições ou nomeação de um Primeiro-Ministro oriundo da esfera socialista.
Sinceramente, espero que opte pela primeira solução, apesar do momento inoportuno. Porém, há males que vêm por bem e este será um desses casos. O tempo agora “perdido”, se o povo português abrir os olhos e escolher bem, poderá, não só ser rapidamente recuperado, como, a médio / longo prazo tornar-se altamente benéfico para o País.
Se dúvidas existissem quanto à falta de carácter político de António Costa – e apenas me refiro à vertente política, não pessoal – dissiparam-se por completo perante o discurso de renúncia pronunciado ao País. Falsa modéstia, arrogância, prepotência e ausência de valores foram a tónica do discurso.
Como é possível dizer que sai de consciência tranquila e de que agiu sempre imaculadamente? Certamente sofre de grande amnésia ao esquecer-se do episódio com o camarada José Seguro, com a formação da “geringonça” (depois de dizer cobras e lagartos e afirmar peremptoriamente que jamais faria coligações com o PCP e o BE), com o “assalto” ao poder depois de afirmar repetidamente que cabia a responsabilidade de governar ao vencedor das eleições, independentemente de ter ou não maioria, dos sucessivos casos de corrupção a que sempre deu guarida, do caso Galamba, dos incêndios, das afrontas ao Senhor Presidente da República, das vergonhosas mentiras políticas (de que são o expoente máximo a acusação a Passos Coelho pelo aumento de impostos, fruto da assinatura do memoradum realizado entre a Troika e o PS), de dizer que se alguma vez aumentasse um imposto ou uma taxa que fosse, se demitiria – não fez outra coisa ao longo destes penosos oito anos – ou a promessa de que cada português teria médico de família. Para bom entendedor…
António Costa poderá ser inocente neste episódio que motivou a sua demissão, mas nunca será inocente na protecção dada aos seus camaradas envoltos em inúmeros escândalos que têm açulado Portugal, tornando-o um dos países mais corruptos da UE, quiçá do mundo. Só isso é mais do que motivo para não ser Primeiro-Ministro de Portugal, devendo ter sido demitido há muito, já que, arreigado como sempre esteve ao Poder, foi “chutando para canto”, atacando a oposição – e para isso arte e engenho não lhe faltam – conseguindo manter-se à tona, em parte graças a uma comunicação social conivente, esquerdista e pouco isenta.
Este foi, sem sombra de dúvida, um dos piores Governos que Portugal teve. Será muito difícil vir um pior. Só isso é motivo de regozijo e esperança quanto ao futuro.
Num País que deixou de ser Católico para passar a ser laico, pelas mãos dos socialistas, rezemos para que Deus Nosso Senhor lhes perdoe e olhe por nós. ■

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