Historicamente, Portugal tem procurado criar um ambiente favorável para negócios e investimentos, implementando reformas e medidas para impulsionar o empreendedorismo e o crescimento económico.
O país tem tentado adoptar políticas que visam simplificar os processos burocráticos, promover a inovação, atrair investimentos estrangeiros e estimular o desenvolvimento de sectores-chave, como turismo, tecnologia, investigação e as energias renováveis. Além disso, Portugal é membro da União Europeia (UE) desde 1986.
Mas e as Mulheres Empresárias e Cientistas de Portugal, alguém quer saber um pouco mais delas?
Portugal tem um número significativo de mulheres talentosas que se destacaram como investigadoras e inventoras em diversos campos. Sabemos hoje que em Portugal existe um maior número dessas Mulheres em relação à União Europeia.
Historicamente, as mulheres têm desempenhado um papel importante na ciência e na inovação em Portugal, apesar dos desafios e obstáculos que enfrentaram ao longo dos anos.
Nos últimos anos, houve um aumento na conscientização e nos esforços para promover a igualdade de género na ciência, incentivando a participação e o reconhecimento das mulheres em posições de destaque. Mas com tão pouco resultado!
Várias mulheres portuguesas têm-se destacado em campos científicos e tecnológicos. Por exemplo, destacam-se as pesquisadoras como Maria de Sousa, imunologista que teve contribuições significativas no campo da imunologia e na investigação do cancro.
Mas existem tantas outras quase sem reconhecimento, e com ausência de protagonismo que lhes é merecido.
Estas mulheres cientistas e inventoras em Portugal enfrentam desafios e obstáculos que afectam em grande parte as suas carreiras, o equilíbrio entre trabalho e família, assim como a sua progressão profissional. De que falo eu, então:
1
Viés de género: Existe uma persistente desigualdade de género em muitos campos, incluindo ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), nos quais a inovação e a pesquisa são frequentemente realizadas. As mulheres continuam a enfrentar estereótipos e preconceitos, ou a serem levadas a sério como inventoras, cientistas, investidoras, entre outras.
2
Lacunas na representação: A representação das mulheres em cargos de liderança e em posições de destaque na ciência e na tecnologia é menor em comparação com os homens. Esta falta de representatividade pode resultar na falta de modelos e mentores femininos, limitando as oportunidades de networking e o desenvolvimento profissional para as nossas mulheres empresárias, docentes, cientistas, inventoras e mães.
3
Equilíbrio entre trabalho e família: muitas de nós enfrentamos o desafio diário de conciliar as responsabilidades familiares com suas carreiras. O cuidado com os filhos, as expectativas sociais e a pressão para assumir um papel principal na vida familiar podem dificultar a dedicação de tempo e energia suficientes para se dedicarem à inovação e à pesquisa.
Ainda aqui existem muitas Mulheres em família monoparental, onde o seu esforço se duplica, triplica ou quadruplica. Eu sei muito bem do que falo e da grande dificuldade em aguentar um dia onde se exige a criatividade e a manter sob controlo tudo o resto.
4
Cultura organizacional: Algumas instituições e ambientes de trabalho não fornecem um ambiente inclusivo e equitativo para estas mulheres. Obstáculos como falta de apoio, discriminação salarial, promoção limitada e falta de políticas podem impactar negativamente nas carreiras e progressão. Acrescenta-se as barreiras para os apoios financeiros, subsídios e investimentos.
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Quem gere, governa, implementa e é avaliado quando se falam nos Programas e políticas para incentivar a participação das mulheres nestas áreas, fornecer suporte financeiro, criar ambientes de trabalho inclusivos e facilitar o equilíbrio entre trabalho e a família? ■




