Há um Mourinho bom… mas não é este

Há um Mourinho bom… mas não é este

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EVA CABRAL

Bem mendigou Mourinho Félix, na sua viagem aos EUA, que as agências de ‘rating’ podiam dar ao Portugal de António Costa e da geringonça uma “notinha” melhor. Foram em vão as suas preces.

Na verdade, Portugal até tem um Mourinho excelente. Mas na verdade não é este secretário de Estado que se cobriu de ridículo a falar com o Presidente do Eurogrupo em cenário montado para as televisões portuguesas, e a sentir o desprezo do holandês que o reduziu à sua triste insignificância.

A provar esta sua irrelevância, a agência de notação financeira DBRS anunciou na última sexta-feira que manteve o ‘rating’ atribuído a Portugal em ‘BBB’ (baixo), o primeiro nível de investimento, acima do ‘lixo’, com perspectiva estável.

A DBRS justifica a manutenção do ‘rating’ com factores positivos, ligados ao cumprimento das regras europeias, mas também negativos, alertando para “desafios significativos” que se colocam a Portugal, como os “níveis elevados de endividamento público e empresarial, um crescimento potencial baixo e pressões orçamentais”.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.
  • Teixeira.net

    AS COISAS COMEÇARAM A CORRER MAL POR ESTA ALTURA:

    “A questão que mais vezes me tem feito dar voltas ao juízo é a da Soberania do povo. Havia sete séculos que se dizia que a Soberania estava no Rei. Em todo este espaço Portugal formou-se em Reino, ganhou poder, caiu, levantou-se, e sempre se engrandeceu. Quem notando estes acontecimentos não via que a Soberania posta em El-Rei está muito bem posta? Todavia depois de 24 de Agosto [de 1820] começou a dizer-se que a Soberania residia essencialmente na nação, isto é, que a nação não é nação sem ser Soberana! Confesso que ouvindo esta doutrina senti em mim certa comoção estranha, e tal qual se sente pela aparição de fenómenos imprevistos, espantosos e anteriormente ignorados.”

    Frei Fortunato de São Boaventura in «O Punhal dos Corcundas», 1823.