A política como perdição

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Públio Terêncio, poeta e dramaturgo que viveu antes de Cristo, no tempo de Júlio César, afirmou: “Homo sum: nihil a me alienum puto” (Sou homem: nada do que é humano me é estranho).

A reflexão mantém-se na actualidade e ao lembrar-me deste pensamento senti uma certa comiseração, quando, através de um canal televisivo, assisti, no passado dia 16, à chegada de Armando Vara ao estabelecimento prisional de Évora para cumprir uma pena de cinco anos de prisão. O ex-ministro apresentou-se abatido e contristado, como se comprovou nas breves palavras que dirigiu à comunicação social.

De igual modo senti comiseração quando, há anos, enclausuraram Carlos Cruz, condenado no processo Casa Pia. No caso do “Senhor televisão”, dos fabulosos anos 60 e 70, estou persuadido que lhe urdiram uma monumental cilada jurídica e testemunhal para o enviarem para a prisão, ao invés de outros condenados – caso do médico e do embaixador – que já tinham indícios comprovados de envolvimento com menores e jovens.

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