ADSE em sério risco de vida

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Apesar de há escassos meses ter ‘renovado’ a cara do Ministério com a entrada da médica Marta Temido, o Executivo de António Costa continua a ter na Saúde um dos seus grandes calcanhares de Aquiles. A gestão do ‘dossier ADSE’ é um desaire gigantesco.

Depois da greve dos enfermeiros, que ainda vai ter vários episódios, a ruptura dos operadores privados com a ADSE está a deixar em polvorosa os funcionários públicos, habituados a poderem contar com um subsistema próprio de Saúde, a ADSE, para o qual descontam 3,5% do vencimento.

Para os muitos servidores do Estado que auferem baixos ordenados, este verdadeiro seguro de Saúde que é a ADSE representa uma enorme vantagem, evitando-lhes terem de recorrer a um SNS a rebentar pelas costuras. Mas para os ‘quadros’ do Estado, como professores e médicos, os 3,5% que todos os meses lhes descontam do vencimento dão acesso aos grandes grupos privados que agora entraram em ruptura com o Ministério da Saúde.

A ‹debandada›, que já aconteceu quando o desconto mensal aumentou para os 3,5% do vencimento, vai seguramente ser redobrada agora caso Marta Temido não consiga que Mário Centeno lhe dê verbas para negociar a manutenção destes grandes grupos na ADSE. Mas Centeno é conhecido como ‹o grande cativador›, pelo que as ‹esperanças› de Marta Temido tendem para o zero.

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