António Costa, vendido ao PCP

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Ninguém tem dúvidas de que, desde a constituição da denominada “geringonça”, quem manda no Governo é o Partido Comunista Português (PCP), aqui e ali secundado pelo Bloco de Esquerda (BE), transformando o Partido Socialista (PS) numa mera marioneta política cujos interlocutores surgem na cena política nacional de peito cheio, esbanjando vaidade e tiques ditatoriais. 

O Partido Socialista, de modo a obter e manter o poder, tudo faz nesse sentido, “vendendo-se” vergonhosamente. Se incertezas existissem, dissiparam-se em 2015 aquando da constituição da “geringonça”, acentuando-se com tudo o que precedeu a aprovação do Orçamento de Estado (OE) para 2021. 

O PCP, como habitualmente, barafusta muito, reclama bastante, ameaça um pouco e no final, à boa maneira estalinista, trata de apoiar o que tem de apoiar, de se aliar a quem tem de se aliar, a troco daquilo que lhe convém e que não é, nem será, do domínio público. Inteligentemente, fica sempre fora do Governo, possibilitando-lhe no futuro, quando lhe for conveniente e favorável, tecer críticas, votar contra, hostilizar e voltar a terreno, isto é, ao combate de rua. Até lá, permanece no “nim”, isto é, abstendo-se de forma a no futuro afirmar que “não estava lá”…

António Costa, o grande derrotado nas eleições legislativas de 2015, durante a campanha eleitoral para as mesmas, 72 horas antes do dia do escrutínio, afirmava alto e bom som que jamais faria alianças com o BE e / ou o PCP, alegando ser o primeiro (BE) “um partido oportunista que parasita a desgraça alheia e incapaz de assumir as responsabilidades” e o segundo (PCP) “um partido de combate de rua, sem ideias”. 

Pois bem, como se viu, imediatamente após os resultados negativos obtidos – enorme derrota, sobretudo para quem garantia ir obter maioria absoluta –, ávido de poder e protagonismo, foi com estes dois partidos que se coligou a fim de obter uma maioria parlamentar que lhe possibilitou ser nomeado Primeiro-Ministro, abrindo um precedente que, como se viu recentemente nos Açores, passou a fazer parte da estratégia política nacional.

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