Bicadas: intelectualidade de esquerda posta ao ridículo

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O negacionista Louçã

Francisco Louçã fez troça da deputada monárquica à Assembleia Municipal de Lisboa, Aline Beuvink, insinuando que ela tinha dito que “os comunistas comiam criancinhas”. Ora o que Aline Beuvink disse, e já há algum tempo, foi que, na fome da Ucrânia, de que tinha experiência directa familiar, uma fome política determinada por Estaline e pela colectivização, que causou mais de quatro milhões de mortos, houve casos de canibalismo. O que está dito e repetido por numerosos historiadores e, agora, pelo governo da Ucrânia.

Louçã (supremacista branco?) quis branquear o comunismo, fazendo uma manobra de diversão. Os comunistas podem não ter comido criancinhas, mas criaram, intencionalmente, como instrumento de guerra de classes, a Fome, que leva ao desespero, que levou alguns ao canibalismo. Aconteceu mesmo. E na União Soviética, não só Estaline, mas um santo da devoção de Louçã, Trotsky, foi um dos grandes assassinos e chefe de assassinos. Só para que se veja como é que os amanhãs cantam. ■

APV descobriu – Salazar era bruxo!

Por cá, os antifascistas entraram mesmo num ‘delirium tremens’. Não se percebe se é ainda por causa do Trump, se é por causa do Chega, se é por causa do “perigo fascista” na Polónia e na Hungria, se é pela Le Pen, se é porque acreditam que o Hitler os espera debaixo da cama se tiverem a desventura de lhes faltar o gás da justa indignação esquerdista. Mas tremem mesmo, e a tremura fá-los delirar.

Só assim se explica que o realizador António Pedro de Vasconcelos venha lembrar-nos os tempos da ominosa ditadura salazarista, segundo ele “um regime que construiu o Tarrafal em Cabo Verde, à imagem de Auschwitz”.  Salazar, além de ditador muito mau, devia ser bruxo, pois Auschwitz é de 1940 e o Tarrafal de 1936. Depois, em Auschwitz morreram 1.300.000 pessoas, na maioria Judeus. No Tarrafal, 37, a maioria comunistas, incluindo 30 de malária.

Os comunistas, de que APV foi, no PREC, um atento, se bem que modesto, ‘compagnon de route’, matavam isso num quarto de hora, nos tempos do camarada Estaline, o “pai dos trabalhadores”, por muitos anos patrão do PCP, partido, segundo APV, agora convertido à democracia. ■

Óscares – Assim nem o APV pode ganhar

Hollywood aprovou agora políticas de inclusão. Segundo as novas regras, para se qualificarem para os Óscares, os filmes terão de “ter narrativas focadas em grupos sub-representados”, assim como filmes de Estúdios ou equipas de formação que incluam população sub-representada – “mulheres, grupos étnicos ou raciais, LGBTQ+ e pessoas com deficiências físicas ou cognitivas, ou que são surdas, ou têm dificuldades em ouvir”.

Com estas regras em vigor, o bom cinema teria acabado há muito.  Nem o APV, com um guião que contasse como o Hitler se inspirou no Tarrafal e em Salazar para fazer Auschwitz, conseguiria o Óscar. ■

Auto-inclusão

Há já uma série de autarquias em Portugal que estão a adoptar, coercivamente, a chamada “linguagem inclusiva” a dos/das, os/as, ou as/os, “população gestora”, “população de menos entendimento”.

Em Lisboa, a ‘Recomendação 01/068’ do Bloco de Esquerda, redigida pelo então vereador Ricardo Robles, já em 2015 se preocupava com “a negligência do governo em respeitar o uso de uma linguagem inclusiva”. De exemplar probidade, o jovem Robles, de ar idealista, barba cuidadosamente descuidada e cachecol chique, paladino da luta contra a especulação imobiliária, comprou um imóvel à Segurança Social, com empréstimo da CGD e do Montepio, por 347 mil Euros. Gastou em obras mais de 650 mil, e depois pô-lo à venda por 5.700.000 Euros. Uma corajosa tentativa de auto-inclusão na categoria dos “ricos” (e ricas) que eram os únicos que, bradava, conseguiam agora viver em Lisboa. ■