Chegou a hora de mudar!

Seis anos após o regresso do PS ao Governo e nas condições como o recuperou, determinou, exerceu e conservou, está chegada a hora de dar uma nova oportunidade de esperança aos portugueses. Chegou o momento de nos libertarmos da tomada do poder sem limites, do compadrio estabelecido, do nepotismo provocador, da lei da rolha, do cercear das liberdades e da soberba de quem não dá, nem nunca pretendeu dar, explicações e sempre se recusou a assumir as responsabilidades dos erros cometidos. Chegou a hora de mudar!

As bandeiras da esquerda radical e ortodoxa, que suportaram o PS de António Costa na defesa dos últimos Orçamentos do Estado (2015-2021), esfumaram-se com a degradação do SNS, cada vez mais debilitado, com  um milhão de pessoas sem médico de família e mais de 200 mil doentes em lista de espera para uma cirurgia; na descredibilização dos principais pilares do sistema de justiça num Estado Democrático, na independência dos Juízes, na autonomia do Ministério Público e na confiança social, ainda que na vigésima-quinta hora o Governo tenha tentado atirar-nos para os olhos umas quantas detenções em directo; no falhanço em toda a linha na educação em anos de pandemia Covid-19, quer na crónica impreparação na abertura do ano lectivo, quer na tão propagandeada e esquecida universalização da Escola Digital, aos alunos do básico e secundário; na incapacidade e ineficácia dos serviços públicos, definitivamente um mal latente e evidente no recebimento de qualquer prestação do serviço do Estado; no agravamento imparável e incontrolável da dívida pública. Salvou-se o plano de vacinação que inicialmente tinha borregado, também esse, nas mãos de mais um socialista encartado, não fosse a eficácia do “nosso” militar da Armada Portuguesa.  

O esforço fiscal, quer das famílias, quer das empresas, aumentou como nunca antes se tinha visto – volta Gaspar que, até tu, estás perdoado – e à promessa de relançamento da economia, o país viu-se confrontado com o seu afrouxamento e foi ultrapassado por quatro economias – Estónia, Lituânia, República Checa e Eslovénia – do antigo bloco de leste que aderiram recentemente à UE e que geravam antes da sua adesão menos de metade da riqueza de Portugal. A esta velocidade, podemos até antever que a cada cinco anos há mais uma economia que acciona o pisca da direita e ultrapassa Portugal; e os senhores que se seguem nesta corrida são: a Polónia, a Hungria, a Letónia e a Roménia. 

Durante os últimos vinte anos, Portugal continua a divergir significativamente da União Europeia. O país e os portugueses não saem desta espiral de empobrecimento que nos está a levar rapidamente para a cauda da Europa, apesar das transferências de milhares de milhões de euros de estímulo à convergência. Ainda assim, assistimos sem contestar ao anúncio da última – mina de ouro – promessa socialista de desenvolvimento para a próxima década: a transição digital e energética. Será? E quem a vai pagar? Isto é gente que sabe muito bem como gastar o que não lhes pertence, mas está longe de imaginar, de saber, como gerar para crescer e redistribuir.

Chegou a hora de mudar!

Ao PSD exige-se, a bem do país e dos nossos filhos, que seja o motor da alternativa à governação socialista. Uma alternativa forte de centro e centro-direita afirmativa e mobilizadora, que agregue e galvanize numa onda que permita terminar com este pesadelo que atravessa gerações. Ao PSD exige-se que pense a política com um horizonte de longo prazo, estabelecendo metas e criando dinâmicas de esperança. Ao PSD exige-se que implemente uma política concertada de apoio e combate aos baixos índices de natalidade, novos e eficientes programas de habitação e emprego para as jovens famílias.

Ao líder do PSD exige-se as contas certas, ao estilo que o caracteriza: o rigor; exige-se um modelo económico que devolva as perspectivas de desenvolvimento e inverta o actual rumo de empobrecimento; exige-se uma repartição equitativa dos sacrifícios exigidos aos portugueses; exige-se a aspiração natural da prosperidade e da equidade social dos portugueses e o funcionamento pleno do tão falado elevador social; exige-se que coloque de novo o país na senda do crescimento e da convergência com o resto da Europa. Ao líder do PSD exige-se diálogo.

Aos portugueses exige-se que arregacem as mangas, que colaborem e lutem numa ambição sem termo, para que possamos oferecer aos nossos filhos um país melhor. Aos portugueses exige-se unidade e coesão social, trabalhando mais, e uma aposta firme na qualidade, evitando o desperdício e pugnando por uma adesão convicta aos produtos nacionais. Aos portugueses exige-se solidariedade e partilha, união de esforços; e de nada servirão lutas e conflitos sem sentido. Nenhum de nós está dispensado deste combate pelo futuro dos nossos filhos. 

Esta é a hora de deixar para trás a política da navegação à vista e a política de “quem vier por último que feche a porta”. Queremos ver definidas, em tempo, estratégias políticas que sejam a luz da esperança para uma vida melhor e mais justa. Eles, os nossos filhos, merecem muito mais que um legado de vergonha! ■

Manuel Antero da Cunha Pinto, Gestor, antigo Deputado do PSD

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