Diz-me, espelho meu, quem é mais reivindicativo do que eu?

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O PCP e o Bloco de Esquerda estão em confronto por causa da proposta do horário máximo das 35 horas no sector privado. Actuando ambos no mesmo mercado eleitoral, os comunistas fazem questão de dizer que os bloquistas só chegaram ao tema depois de o PCP ter legislado sobre o mesmo.

Com a aproximação das legislativas, a inimizade histórica entre PCP e BE volta a recrudescer, numa guerra entre dois dos parceiros da geringonça. Um confronto que surge numa altura em as últimas sondagens eleitorais divulgadas colocam o Bloco de Esquerda em melhor posição do que o PCP. E por muito que se saiba que só as sondagens mais perto da ida às urnas é que são significativas, as que vão saindo não deixam de dar uma indicação do sentido de voto geral, e de terem o condão de levar os partidos a tomar medidas.

A defesa da primazia no PCP neste domínio coube a Rita Rato, que defendeu que o agendamento do grupo parlamentar comunista das 35 horas semanais para o sector privado permitirá criar cerca de 440 mil novos postos de trabalho.

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