PAULO COSTA PEREIRA

Ele reorganiza freguesias, anuncia que “autoriza” o avanço da descentralização, prepara os meios de combate aos incêndios, governa os limites de velocidade nas estradas, diz que prioridade devem ter os investimentos em infra-estruturas e muito, muito mais. Eduardo Cabrita foi o homem escolhido a dedo por António Costa para executar as suas mais ínfimas vontades. Sempre com um toque de autoritarismo, o actual ministro da Administração Interna é o ‘bulldozer’ socialista de serviço para pôr em prática uma regionalização encapotada, sob a capa de “descentralização”. As linhas de batalha já estão desenhadas.

Abalado por uma sucessão de derrotas políticas, o primeiro-ministro decidiu voltar à carga com vários projectos de regime do Partido Socialista, incluindo a regionalização do País — agora denominada, enganadoramente, “descentralização” — numa tentativa de apagar o incêndio que decorria dentro do seu Governo, e que ameaçava “queimá-lo”.

O seu “bombeiro de serviço” é Eduardo Cabrita, que agora “exige” que a regionalização esteja completa até ao Verão. Os objectivos do primeiro-ministro, no entanto, não são inocentes. Esta aceleração do processo da regionalização deve-se, tal como O DIABO noticiou, ao facto de Costa ter saído claramente vencedor das eleições autárquicas a nível nacional, o que o poderia permitir ao Partido Socialista manter o controlo do País mesmo que perdesse as legislativas (ver caixa, nestas páginas).

Mas Eduardo Cabrita, o bombeiro de Costa, tem mais uns salvamentos a fazer, nomeadamente o desbloqueio da bronca dos meios aéreos de combate aos fogos, que começou em grande parte com outro ministro da Administração Interna, de seu nome António Costa, bem como a guerra do Partido Socialista contra o automóvel, à qual o Governo quer dar continuidade.

Tudo em 2018, para salvar um Governo em crise.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.
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