MARTA BRITO

Com um ano de antecedência, a polémica sobre aumentos salariais na Função Pública está instalada no partido do Governo.

Existem várias correntes, entre os que garantem que em 2019 não haverá margem para que se concretizem aumentos aos funcionários públicos, e os que consideram não existir razoabilidade em discutir medidas do Orçamento de Estado do próximo ano com tanta antecipação. O certo é que o tema divide o Partido Socialista.

Recorde-se que os salários na Função Pública estão congelados desde 2009, ano em que o Executivo de José Sócrates os aumentou, com evidentes intenções eleitoralistas, em 2,9 %. Durante os anos da troika os funcionários públicos tiveram cortes salariais significativos, que começaram a ser repostos no último ano do Executivo do PSD/CDS, e que só ao longo se 2018 serão recuperados na íntegra. É neste fechar de ciclo que alguns dirigentes querem que se repense a questão salarial.

O primeiro a trazer a questão à praça pública foi o porta-voz do PS. “É melhor que sejam dados passos curtos e mais lentos do que acelerados e que depois se tenha de voltar atrás”, afirma João Galamba. E é por isso que “dificilmente haverá aumentos para a Função Pública em 2019”, diz o dirigente socialista. Certo é que Galamba pôs o tema na actualidade, o que levou a reacções negativas do BE e do PCP, com este último a dizer que esta é uma “batalha importantíssima para 2019”.

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