Maria Costa

O futuro da Autoeuropa está a preocupar gravemente a Associação Automóvel de Portugal (ACAP), que chamou a atenção para o arrastamento do conflito que pode levar ao definhamento da fábrica de Palmela. UGT e CIP juntam-se no alerta.

Jorge Rosa, presidente da ACAP, associação representativa das empresas de produção e comercialização do ramo automóvel em Portugal, vê com extrema apreensão o futuro da fábrica da Volkswagen em Palmela. Num encontro com jornalistas em Lisboa, Jorge Rosa expressou a sua convicção de que “não vamos assistir à deslocalização no imediato” da Autoeuropa, mas não escondeu o seu receio de que o conflito laboral naquela empresa, a arrastar-se, “coloca ponderações nas casas-mãe relativamente a futuros projectos”.

A situação é tão complexa, e pode ter ondas de choque tão complicadas, que a CIP e a UGT criticaram na última semana as tentativas de manipulação que a CGTP está a exercer sobre os trabalhadores da Autoeuropa. E tanto o representante máximo da confederação patronal como o líder da central sindical moderada alertaram para o risco efectivo de que a unidade portuguesa da VW possa sair prejudicada de um braço-de-ferro negocial que, ao falhar, levou a administração a impor unilateralmente um horário de trabalho que há dias entrou em vigor em Palmela.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.
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