Energúmenos de esquerda tentaram calar Polititank no 25 de Abril

Energúmenos apresentando-se como membros da CGTP e da Associação 25 de Abril tentaram impedir que um grupo de manifestantes do Polititank desfilasse na Avenida da Liberdade no dia 25 de Abril.

Os jovens do ‘think-tank’ Polititank apenas queriam juntar-se ao desfile do 25 de Abril, na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Mas aos olhos dos comunistas cometiam um terrível “pecado”: a sua faixa de manifestantes dizia “25 de Abril sempre! Totalitarismo nunca mais!”. Resultado: por duas vezes, indivíduos que se apresentaram como co-organizadores do desfile tentaram barrar-lhes o caminho apelidando-os de “fascistas”.

O relato é feito pelo próprio Polititank, em comunicado enviado à Comunicação Social. 

“O Polititank nasceu a 25 de Abril de 2021 e tornou-se uma associação registada a 23 de Novembro de 2021. Como tal, o 25 de Abril tem um duplo significado, dia da Liberdade e dia de aniversário”, explicam os jovens politólogos. Nesse sentido, tentou juntar-se oficialmente ao desfile programado para a Avenida da Liberdade, e para tal “enviou dois e-mails e ligou três vezes para a Associação 25 de Abril, não obtendo qualquer resposta escrita”; “já por telefone foi sempre dito que o técnico que responde aos emails não estava presente e que depois responderia aos emails”. Mas tal resposta nunca chegou.

O Polititank anunciou, por isso, a sua participação espontânea no desfile, com encontro marcado para as 14 horas e 30 minutos na Praça Marquês de Pombal. E nas redes sociais divulgou os dizeres da tarja com que se propunha participar: “25 de Abril sempre! Totalitarismo nunca mais!”. Como consta do seu programa, os membros do Polititank “defendem a democracia, recusando por isso regimes totalitários como o fascismo e o comunismo”.

Eis o relato do próprio ‘think tank’: “Aproximados do início da Avenida da Liberdade, o Polititank é interpelado por um grupo de ‘anti-fascistas’ vestidos de preto a procurar intimidar, gritando ‘Fachos! Fachos! Fachos!’, havendo um que interpelou directamente o grupo, dizendo: ‘É preciso não terem vergonha na cara para dizerem que os comunistas não são democratas e defensores da democracia!’. Resposta pronta do presidente da direcção do Polititank, Cláudio Fonseca: «Tem razão! Não temos vergonha de dizer as verdades!».

O primeiro grupo de provocadores parecia ter desistido, seguindo o seu caminho avenida abaixo. Contudo, “passados uns momentos, um grupo de cinco homens identificados nas fotografias cercou o Polititank, impedindo os seus membros de circular, dizendo que a faixa era ofensiva e que não podiam descer a Avenida da Liberdade. O presidente do Conselho Fiscal do ‘think tank’, Emanuel Almeirante, procurou dialogar com o grupo de provocadores; mas estes, que se diziam da Comissão Organizadora da Associação 25 de Abril e delegados sindicais da CGTP, ameaçaram partir para a violência, mesmo depois de a presidente da Mesa da Assembleia Geral do Polititank, Carlota Pignatelli Garcia, ter informando que tudo estava a ser transmitido em directo na rede social Instagram.

O grupo provocador continuava a bloquear os movimentos dos membros do Polititank. “A vossa faixa não cumpre os propósitos desta manifestação” – dizia um dos sindicalistas, sem especificar a que propósitos se referia.

Nesse momento, um grupo de manifestantes da Iniciativa Liberal tinha chagado à Praça do Marquês de Pombal, levando à sua frente um dispositivo policial, ao qual Cláudio Fonseca foi imediatamente expor a situação. Os agentes da PSP confirmaram, como não podia deixar de ser, que o Polititank tinha todo o direito a descer a Avenida. Curiosamente, o grupo de provocadores negou perante a polícia ter alguma vez bloqueado fosse quem fosse, sendo retirados pela PSP do caminho do Polititank.

«Liberdade!» e «Democracia!» foram os gritos de ordem entoados pelo Polititank, que assim retomou a sua marcha Avenida abaixo. Mas pouco depois os manifestantes voltaram a ser barrados e empurrados por homens que depressa empunharam as credenciais da CGTP, dizendo que o Polititank não podia passar. Mais uma vez (com tudo a ser gravado em vídeo) a polícia foi chamada a intervir, propondo a PSP que o Polititank fosse atrás da carrinha de intervenção da PSP, proposta logo aceite pelo Polititank.

E só assim os membros do ‘think tank’ conseguiram desfilar pela Avenida, com muitos populares aproveitando para se fazerem fotografar junto à faixa da polémica e deixando palavras de incentivo aos manifestantes. O conhecido historiador e comentador Pacheco Pereira, que tem um particular gosto por ‘memorabilia’ política, pediu para fotografar a faixa, que certamente já fará parte do arquivo da Éfemera. Mas mais personalidades, como o apresentador Fernando Alvim, João Paulo Batalha (ex-presidente da Associação para a Transparência) e Paulo Morais (ex-candidato à Presidência da República) não ficaram indiferentes à faixa. Também António Sampaio da Nóvoa, ex-candidato à Presidência da República, fez uma fotografia com o Polititank.

Porque a Liberdade é do povo, não é dos comunistas… ■

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