Esquerda ladra, mas não morde

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1991
esquerda

Todos os anos é a mesma lengalenga: o PCP e o Bloco de Esquerda fazem ameaças veladas à continuidade da geringonça para satisfazer os seus militantes, nomeadamente com um hipotético chumbo do Orçamento do Estado, mas no fim votam a favor dos desígnios de António Costa. Este ano repete-se a história.

Num País que adora que as suas televisões encham o horário nobre de novelas com argumentos baratos e actuações medíocres, faz pleno sentido que se tolere a maior novela de todas, aquela que a esquerda radical e o PS protagonizam todos os anos.

Em questão, neste enredo recorrente, está o Orçamento do Estado, que António Costa e Mário Centeno, enquanto protagonistas do folhetim, querem aprovar. Como amantes melindrados actuam os bloquistas e os comunistas, que todos os anos ameaçam um pouco que vão sair da relação, mas de-pois ficam sempre, por mais abusados que sejam. Nenhum sapo é demasiadamente difícil de engolir quando a ambição é gigantesca.

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