Porque arde a floresta

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Estamos no mês de Julho (escrevo este texto no dia 10) e as temperaturas já estão subindo prenunciando, infelizmente, dias muito quentes que trarão, inevitavelmente, calamidades inenarráveis.

Na realidade, desde há anos a esta parte, os incêndios vêm consumindo a nossa floresta e têm ceifado muitas vidas humanas juntamente com os seus haveres. E não só vidas humanas, também a fauna e a flora específicas das regiões, o que constitui uma perda irreparável.

O que é facto é que entramos na época em que o descuido e a negligência das
pessoas, em paralelo com a acção de mãos criminosas, os incendiários, conscientes ou inconscientes, entram em acção contribuindo para que o Verão seja “a época dos fogos”.

Não tanto pelas alterações climáticas – essa época não surge ‘per se’, não surge pelo condão de alguma varinha mágica ígnea (alterações climáticas = fogos) mas existe algo de exógeno, que vai do descuido e da inconsciência até à acção criminosa, para além dessas alterações climáticas do nosso planeta.

Ou seja, os fogos florestais estão longe de surgirem por causas naturais e aci-
dentais (estas últimas um pouco mais frequentes do que as primeiras, que serão
raras).

Na base de uma realidade que muitos teimam em desvalorizar e omitir, focando-se quase, tão-só, na ideia de que existem mais fogos porque existem alterações climáticas, passarei a enumerar as causas principais dos fogos no nosso País.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.