Artista, elitista e oportunista

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O nosso País vai participar oficialmente na Bienal das Artes de Veneza, entre Maio e Novembro deste ano, através das “obras” de Leonor Antunes, uma “artista” que já declarou publicamente que só aceita o encargo porque o Governo em funções não é “de direita”, “do PSD ou do CDS”.
Para que os leitores d’O DIABO conheçam a “arte” desta senhora que só representa portugueses “de esquerda” mas aceita contribuições de todos, aqui fica uma pequena amostra.

A Arte é sempre uma questão de gosto – e gostos não se discutem. Não faz mal a ninguém, contudo, que se conheça, na sua crua realidade, a “arte” que a escultora Leonor Antunes vem fazendo desde há dez anos, e com a qual se tornou aquilo a que nos meios refinados do Ministério da Cultura chamam “uma das mais importantes artistas da sua geração”.

Nesta página encontrará o leitor alguns exemplos da “obra” de Leonor Antunes, uma escultora de 47 anos que reside e trabalha habitualmente em Berlim. Será, muito provavelmente, com uma “instalação” semelhante às que aqui vemos que ela se apresentará, em 11 de Maio, no Palácio Giustinian Lolin, em Veneza, para a inauguração de uma Bienal que só encerrará portas a 24 de Novembro. A “obra” a expor ainda não é conhecida, mas o título já foi divulgado: “Uma costura, uma superfície, uma dobradiça e um nó”. Promete.

Nada disto teria o menor interesse se a própria Leonor Antunes não tivesse concentrado em si as atenções gerais ao declarar, na conferência de imprensa de apresentação da delegação portuguesa à Bienal, que aceita participar porque pretende com isso “apoiar o Governo de António Costa”, num mundo em que “o fascismo” e “o populismo” estão em ascensão. Falando aos jornalistas ao lado da ministra da Cultura, a esdrúxula Graça Fonseca, Leonor Antunes precisou que “nunca aceitaria representar um governo de direita”. Convidada mais tarde a explicar a quem se referia, a escultora-instaladora declarou que incluía nessa recusa o PSD e o CDS. “Eu defendo valores de esquerda”, vangloriou-se.

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