A Europa segundo António Costa

0
1448

“Para António Costa se manter como Primeiro-Ministro, através da sobrevivência da geringonça, a nossa produtividade continuará a ser a mais baixa da União Europeia, o investimento público e privado manter-se-á no fim da tabela e o rendimento das famílias portuguesas continuará a afastar-se dos outros países europeus”

A principal característica do discurso do Primeiro-Ministro António Costa é dizer sempre aquilo que acha que os eleitores gostam de ouvir. As sua ideias sobre a Europa não fogem à regra e a verdade e a sustentabilidade das suas afirmações não parecem ser uma grande preocupação.

Depois de vários dias com a fotografia estampada numa das páginas do jornal ‘Público’, foi publicada a anunciada entrevista do Primeiro-Ministro, por sinal uma entrevista bastante amiga, feita para deixar passar as contradições do entrevistado e as incoerências do Primeiro-Ministro. Desde logo, porque deixou de fora todos os problemas nacionais para tratar apenas e ao de leve as questões europeias. Compreende-se, em vista de se estar em véspera das próximas eleições para o Parlamento Europeu, mas compreende -se menos bem por deixar de fora o debate sobre as qualidades das diversas candidaturas e não mencionar a menor qualidade da maioria dos candidatos do PS e não questionar o pouco tino do primeiro candidato da lista.

Sendo a questão europeia, um terreno propício às grandes declarações de generalidades e de opções vagas, nem por isso António Costa deixou de afirmar uma coisa e a sua contrária, além de em contradição com as políticas do Governo e da geringonça. Dou alguns exemplos que possam servir para fazer o que a entrevista não fez.

• Leia este artigo na íntegra na edição em papel desta semana já nas bancas