Há uma necessidade imperiosa de eliminar o cancro da corrupção socialista

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Dos recentes debates televisivos entre candidatos a primeiro-ministro à direita do PS podemos tirar uma conclusão preocupante: o centro e a direita correm o sério risco de ficar a ver pior que navios, mesmo que ganhem a maioria dos votos. Correm o risco de ficarem a ver – e nós, os seus eleitores, também – mais anos de miséria e corrupção socialista a arrastar Portugal ainda mais para o fundo da Europa, com grande parte da nossa juventude qualificada a continuar a emigrar e a economia, além da demografia, sempre a definhar. Como se já não tivessem bastado seis anos de governo Sócrates e seis anos de governo Costa, queremos mesmo mais seis anos de governo Pedro Nuno Santos, fã, discípulo, filho ideológico e sucessor de ambos? Queremos mesmo cometer “haraquíri” nacional, total socialista, logo no primeiro quartil, para todo o resto do século XXI? Isto mesmo que a maioria dos eleitores vote à direita do PS?

Há dificuldade compreensível, mas não inultrapassável, entre PSD, IL, Chega e CDS de serem uma união a governar Portugal. A presente desunião nos debates não deve nem pode ser irrevogável após as eleições. Isto porque embora haja diferenças significativas neste conjunto de partidos, eles não são disjuntos! Há variadas intersecções ideológicas entre os partidos à direita do PS, especialmente a nível do desejo por reformas do Estado e da Justiça, redução da carga fiscal e desenvolvimento económico.

Isto apesar das diferenças nos valores morais entre o progressismo da IL e o conservadorismo do Chega/CDS. Interessa contar até o minguante CDS, porque mesmo um só deputado pode fazer pender o prato direito da balança para longe da corrupção e incompetência socialista-esquerdista radical. No que toca a essa diferença moral entre IL e CDS, o líder do primeiro afirmou “eu sou mais velho que o líder do CDS”, mas ele “é um jovem com valores velhos”. No entanto, insistimos, em termos fiscais e económicos, CDS e IL têm intersecções significativas. A bem do desenvolvimento económico, não deve haver tantas crispações entre IL, CDS, Chega e PSD sobre questões morais, a maioria já decididas na sociedade portuguesa, ao contrário do desenvolvimento. 

O PSD é o mais flexível e fluido deste conjunto à direita do PS, tendo a obrigação de se intersectar com todos, IL, Chega e CDS, porque não há pior que a alternativa intersecção do PSD com o PS. Essa, sabemos bem, é geradora da corrupção, típica do bloco central, dos escritórios de advogados que compram deputados para organizar operações danosas dos contribuintes, como o BES ou BPN. Se politicamente Rio não se importa de casar com Costa ou Pedro Nuno – tendo assim como sogro Sócrates e como convidados para a boda toda a tralha socrática e praga acéfala e sem ética da JS –, certamente pode, pelo menos, namorar um pouco com Ventura. 

A comunicação social falida, logo sustentada pelo socialismo e tornada em seu mero veículo de propaganda, pinta o recém-chegado Ventura como o diabo, para que ninguém no PSD, IL ou CDS se junte ao Chega. Isto para minar o entendimento entre estes quatro partidos e, assim, se deixarem cair todos na armadilha dum mal muito maior – a verdadeira lepra – de continuarem a deixar o socialismo governar e esbanjar o nosso dinheiro em negócios ruinosos e na sua propaganda. Em Portugal o verdadeiro Belzebu, associado à pestilência económica e crueldade com as novas gerações a serem mal pagas ou a emigrarem, é, há mais de duas décadas, o PS e os seus governantes vindos da JS.

Estes três partidos mais o PSD têm, portanto, todos grande intersecção a nível dos valores económicos ideológicos, com propostas fiscais e objectivos gerais comuns não muito afastados uns dos outros, como reduzir os impostos e promover o desenvolvimento económico. Em conclusão, aquilo que mais os separa são os valores morais para casos pontuais como eutanásia, aborto ou liberdade de género, mas não o assunto mais urgente que é baixar os impostos para podermos crescer como a Irlanda, que só de 2019 a 2023, em incremento realizável e previsto, cresce 600% mais que Portugal em percentagem do PIB, desde Sócrates afundado no pântano socialista e nas suas consequências!

O Chega e o CDS têm, como referido, aspectos em comum no que toca a valores morais, tendo ambos um enfoque grande na sua narrativa em princípios conservadores cristãos, apesar da intersecção não ser total. Parecem um casal em que ambos vão regularmente à missa, mas em que o marido (Chega) se recusa a dar uma esmola ao pobre à frente da igreja, porque, assume, “malandro, este não quer trabalhar”; enquanto a esposa (CDS) dá logo a esmola sem pestanejar, porque também faz logo a assunção contrária, que é: “coitado, este não pode trabalhar.” Ora na Bíblia encontramos quer parábolas de servos ou árvores de tremoços não esforçados, logo amaldiçoados, quer servos esforçados, com muitos talentos, logo recompensados. Geralmente, quando marido e mulher católicos averiguam qual a verdadeira situa-
ção de cada pedinte fica fácil decidirem consensualmente se vão ou não dar esmola conjuntamente, pelo que nem sequer é uma questão de diferença de valores profundos, mas de assunções precoces que podem ser resolvidas.  

Portanto, tudo isto são diferenças passíveis de serem resolvidas, se discutidas e estudadas, com concessões de parte a parte. É, pois, triste e trágico para Portugal, a julgar pelo que tem sido dito pelos seus líderes nos debates, que o PSD, IL, Chega e CDS juntos, mesmo alcançando a maioria dos votos dos portugueses e dos deputados na Assembleia da República, provavelmente não se vão entender, não vão estabelecer compromissos, nem engolir sapos. Não nos conformamos com tal cenário que entregue de bandeja o poder ao PS. É urgente que se entendam, porque se não o fizerem o poder vai continuar nas mãos dos “boys” incompetentes e/ou corruptos do PS. Os socialistas vão continuar à foice, em bloco e livremente, a fazer negócios ruinosos misturados com política e a cheirar a corrupção. Serão, claro, suportados pelos hipócritas do BE/Livre – que só querem bons empregos e nomeações no Estado, além de isenções de impostos para as suas actividades, cortesia do PS – e pelos desesperados do PC, que de tão esclerosados que estão já nem sabem bem o que que querem na vida para além de gritar “slogans” revolucionários gastos do passado contra o próprio governo socialista que apoiam actualmente. 

Costa pode ter muitos defeitos, desde a pressão sobre a Justiça no caso Casa Pia ou na nomeação do Procurador Europeu com currículo falso até ao fechar aos olhos perante a corrupção, quer de Sócrates, quer dos seus 14 em 15 autarcas indiciados por este crime, passando por nos impor a maior carga fiscal de sempre enquanto todos na Europa nos ultrapassam em rendimento e poder de compra. No entanto, tem uma grande virtude: para governar consegue entendimentos à esquerda, por si próprio ou por via do seu sucessor Pedro Nuno, o autor de um desfalque aos contribuintes portugueses mais gigantesco do que alguma vez o herói deles Sócrates fez, o da TAP. 

O PS socrático-costista-pedro nunista é um cancro grave a alastrar, a destruir ou expulsar todas as células saudáveis do organismo lusitano, que pode matar Portugal apesar dos nossos quase 1000 anos de história. No entanto, os seus opositores, por vezes, não se apercebem da gravidade da situação e da necessidade imperiosa de eliminar o cancro da corrupção socialista, chegando a uma união de facto. ■