Inércia na Saúde nos anos da geringonça

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Esta legislatura de cativações e de falta de investimento teve na área da Saúde uma gestão totalmente criticável, que desembocou em rupturas no SNS em toda a linha, sendo este o serviço público cuja falta de respostas mais prejudica o cidadão na doença, ou seja, quando está mais fragilizado.

A Lei de de Bases da Saúde acabou por ser aprovada à esquerda, com o PS a conseguir a anuência do PCP e do BE, isto depois de uma farsa de negociação com o PSD. A Lei que avançou já na recta final dos trabalhos parlamentares aguarda agora o veredicto do Presidente da República. Mas o texto que resultou do conúbio de Costa com a extrema-esquerda parece ser suficientemente amplo para, por exemplo, acomodar as Parcerias Público-Privadas (PPP) de acordo com a orientação dos governos que se sucederem no poder.

Para além das leis, o certo é que continuam a faltar médicos, enfermeiros e outros profissionais de Saúde tanto no Interior do País (caso do Hospital de Vila Real, como denunciou recentemente o Bastonário dos Médicos, Miguel Guimarães) como na capital, como é o caso da Maternidade Alfredo da Costa. A Ministra da Saúde, Marta Temido, diz que “não vai desistir de dotar a Maternidade de um quadro permanente de anestesistas e de resolver as falhas que se verificam”. Mas sobre isso falaremos dentro de meses…

O sector da Saúde foi marcado nos últimos anos por uma “inércia de governação”, muito baseada em gestão corrente, perdendo-se meses em “retórica e tacticismo” e deixando reformas por concretizar. A conclusão que deixa em causa a acção do Executivo de António Costa consta de uma análise feita no Relatório da Primavera 2019 do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, organismo composto por investigadores e instituições académicas dedicadas ao sector. O documento sublinha que, em termos governativos, “pouco foi acrescentado à herança do Governo anterior”, apesar alguns dizerem que “o SNS está bem melhor do que muitos pretendem fazer crer”.

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