Maria d’Aljubarrota: Como se faz uma lavagem ao cérebro

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Os títulos na imprensa online começaram por intrigar-me: “Presença de elementos de extrema-direita na polícia sob investigação”, afirmava um jornal; “Inspectora-Geral da Administração Interna admite que a presença de extrema-direita entre as forças de segurança é uma das suas preocupações”, escrevia outro. “IGAI suspeita de elementos de extrema-direita infiltrados nas polícias”, dizia um terceiro; e um quarto confirmava: “IGAI atenta à presença da extrema-direita nas forças de segurança”.

Estranhei. Porquê “extrema-direita”, em especial? Porque não outro “ismo” qualquer? Porque não um generalizante “forças extremistas”? E já agora: porque não “direita liberal”, “esquerda conservadora”, “centrismo cristão” ou “socialismo spartakista”? A que propósito um órgão do Estado se encarregaria de visar como seu inimigo, especificamente, expressamente, propositadamente, um determinado sector político? Seria isto legal? E porque não poderia alguém de “extrema-direita” (ou de “extrema-esquerda”, ou de qualquer outra convicção) trabalhar nas forças de segurança? Que crime tão apriorístico e tão terrível justificaria esta autêntica cruzada?

Cheirou-me a inconstitucionalidade. Fui ver melhor.

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