Portugal encontra-se agora debaixo de um novo programa de resgate e com uma nova troika. Só que o resgate em curso é das clientelas de esquerda, e a troika é socialista. Não admira que o primeiro-ministro tenha admitido que o saque da austeridade de esquerda é para continuar. E em força.

Finalmente, na semana passada, fez-se luz nas bancadas à direita do hemiciclo quando o CDS descobriu que mais de metade do preço da gasolina corresponde a impostos. Se escavarem mais um pouco vão descobrir que os portugueses estão a ser massacrados por uma gigantesca carga de impostos indirectos que lentamente arruínam as nossas vidas e a nossa economia.

Os portugueses respiraram um pouco de alívio quando a “troika” dos credores abandonou Portugal. Mal sabiam que esse pequeno grupinho que nos subjugou, por culpa de José Sócrates, às vontades do Fundo Monetário Internacional, do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia, foi meramente substituído por um grupinho composto pelos líderes do PS, do PCP e do BE. E cada um puxa a sardinha à sua brasa, tentando beneficiar as suas clientelas políticas.

Para pagar tamanha “largesse”, os portugueses estão hoje a pagar mais do que quando a outra troika por cá andava.

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