O euromilhões socialista

Saiu o euromilhões a António Costa e ao Partido Socialista.
O actual (des)Governo socialista liderado por António Costa estava à beira do abismo, incapaz de resolver as crises existentes com os médicos e enfermeiros, com os professores, o gravíssimo problema do SNS, a incapacidade da Justiça e com uma economia que começava a derrapar e cujas previsões futuras, a nível mundial, nada auguram de bom.
Vejamos o saldo socialista após oito anos de (des)Governo:
– Maior carga fiscal de sempre: 36,4% PIB;
– Maior dívida de sempre: 276 mil milhões de euros;
– Maior número de portugueses sem médico família: 1,7 milhões;
– 42,5% dos portugueses em risco de pobreza antes de transferências sociais;
– Menor número de processos findos tribunais desde 1985 (524 mil), exceptuando o ano de 2020, devido à pandemia;
– O ano de menor acesso de cidadãos à Justiça desde 1979: 484 mil processos;
– O pior mês da história do SNS (reconhecido pelo próprio Executivo);
– 583.000 utentes em lista de espera para consultas;
– 235.000 inscritos em lista de espera para cirurgias;
– 32% utentes a serem atendidos para lá do tempo recomendado;
– Médicos e professores em guerra;
– Forças Armadas em risco de falência;
– Crise total na habitação;
– Economia a definhar – último trimestre já foi de contracção;
– Não temos aeroporto, nem obras de vulto no actual;
– Não temos alta velocidade, nem comboios no interior;
– Não temos a terceira travessia do Tejo;
– Nenhum hospital novo foi inaugurado;
– Temos a maior carga fiscal;
– Temos a maior emigração de sempre dos mais qualificados;
– Temos a maior imigração desqualificada de sempre;
– Temos o maior número de sem-abrigo;
– Temos os salários mais baixos da Europa;
– Temos o PIB mais baixo do que a Lituânia, Estónia, Polónia, Hungria e Roménia;
– Temos o maior número de governantes indiciados como arguidos em processos corrupção.
Perante tal descalabro, António Costa estava ciente de que dificilmente chegaria ao fim da legislatura pois a contestação iria subir de tom de tal forma que não lhe restaria outra hipótese senão a demissão que, nessas circunstâncias acarretariam uma tremenda derrota para o PS.
O recente episódio judicial caiu-lhe do céu, permitindo-lhe demitir-se, não por razões de incompetência, mas por razões de “dignidade” que, com a sua acostumada habilidade política, o transformam de “vilão” em “vítima”.
O discurso dos seus correligionários foi desde a primeira hora nesse sentido a que se associou a continuidade da postura arrogante e prepotente do primeiro-ministro António Costa, chegando ao ponto de querer, indirectamente, responsabilizar o Senhor Presidente da República pela crise criada por ele próprio.
António Costa é o único responsável por ter, ao longo do tempo, não só ter mantido nos cargos ministros e secretários de Estado que deveriam ter sido imediatamente demitidos, como pelas escolhas de pessoas exercendo esses mesmos cargos e outros de vital importância, como o seu Chefe de Gabinete, cujos currículos deixavam muito a desejar. Mais grave é o facto de, depois de tudo o que se passou o do actual processo, manter o ministro João Galamba em funções.
Inexplicável, face ao descalabro destes oito anos de desgovernação socialista e ao comportamento de António Costa, foi o discurso do Senhor Presidente da República aquando do anúncio da demissão do primeiro-ministro, ao tecer rasgados elogios à sua governação e conduta. Como é possível enaltecer o responsável pelo descalabro atrás descrito? Como é possível ao mais alto Magistrado da Nação enaltecer quem protegeu ministros e secretários de Estado cuja conduta, no mínimo, é absolutamente reprovável? Até aqui, sorriu o euromilhões a António Costa.
António Costa, perante todo este cenário, não desarma e mantém a sua postura a todos os títulos reprovável. Clara demonstração disto foi a sua última comunicação ao País, indigna de um primeiro-ministro. Escorraçou e descartou quem sempre esteve ao seu lado e a quem tecera os maiores elogios, renegou uma amizade publicamente assumida e cujo relacionamento público era de todos conhecida e resolveu sobrepor-se à Justiça tentando publicamente justificar o caso onde possivelmente poderá (ou não) estar envolvido. Neste particular, a cegueira foi tanta que, na minha opinião, deu um tremendo tiro no pé, pois sublinhou por várias vezes a necessidade de transparência neste tipo de negócios, coisa que no caso concreto foi inexistente, o que originou a actuação do Ministério Público, aproveitando para fazer campanha eleitoral ao enaltecer a acção governativa do seu (des)Governo, gabando-se de serem responsáveis pelo apoio aos grandes investimentos. Quanto àquilo que se esperava que fosse anunciar – a demissão de João Galamba – nem uma palavra, reincidindo na protecção de um ministro – ele próprio reincidente – que há muito deveria ter deixado de exercer funções.
Mais uma vez o Partido Socialista abandona o barco quando está à deriva e sente que se está a afundar, deixando o ónus a terceiros de o recuperarem e salvarem, enquanto eles (socialistas), refastelados no sofá (leia-se Assembleia da República), os atacam e acusam de todas as desgraças causadas por eles (socialistas), tal como fizeram (e continuam a fazer) com a vinda da “Troika”.
António Costa é repetente. Era ministro e vice-primeiro-ministro no (des)Governo de Sócrates que deixou o país na bancarrota. Com a sua fantástica habilidade e “malandrice” política renasceu das cinzas, liderou o “golpe de Estado” que criou a “geringonça” e prepara-se agora, baseando-se nesse embuste da “vitimização” para se candidatar a PR. Quanto aos gravíssimos problemas existentes no país da sua única e exclusiva responsabilidade, essa será sempre remetida para terceiros.
Pobre país este… ■

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