OE2019: Alta tensão já chegou ao PSD

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O debate do Orçamento do Estado para 2019 ainda não começou e já está marcado por um clima de alta tensão. As complicações eram previsíveis na geringonça, e existem. Mas, curiosamente, é no PSD que se vive um clima de quase rebelião.

A maioria dos deputados sociais-democratas recusa qualquer hipótese de ser a sua bancada a viabilizar o Orçamento do Estado para 2019, caso algum dos parceiros da geringonça decida saltar fora do apoio que tem dado ao Executivo PS de António Costa.

A última reunião do grupo parlamentar do PSD foi violenta, e os ecos chegaram à Imprensa. Mesmo quando o líder, Fernando Negrão, decidiu tentar pôr água na fervura, esta foi uma iniciativa sem sucesso. À saída da reunião, o líder parlamentar disse que o PSD ainda não conhece o texto final e oficial do Orçamento, mas que “tendencialmente” o “voto poderá ser contra”.

Fernando Negrão reconheceu não ter sido taxativo no “não” ao OE2019 na reunião com os deputados, até porque não se conhece ainda o documento, que vai ser previamente negociado pelo Governo com os seus parceiros à esquerda, PEV, BE e PCP, apresentado dentro de quatro meses e votado dentro de cinco meses. “Não, não. Eu não vim garantir. Eu vim dizer aos senhores deputados que todos os sinais que têm sido dados são no sentido de que a votação do PSD poderá ser contra o Orçamento do Estado”, explicou.

Apesar de ainda não se conhecerem os contornos do Orçamento, o último da legislatura, os sociais-democratas afirmam que ele “é feito numa lógica de acordo com o BE e o PCP, que advogam políticas que são opostas” às que defendemos, acrescentou.

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