EVA CABRAL

Os radicais da ‘geringonça’ já começaram a mostrar os dentes: ou o Orçamento é feito como eles querem, ou está o caldo entornado.

Depois do mês negro de Junho – incêndios e roubo de Tancos –, a remodelação forçada de secretários de Estado fez Rocha Andrade, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, deixar o Governo, que assim perdeu uma peça essencial na construção do Orçamento do Estado para 2018.

E com a fraqueza instalada no centro do Executivo de António Costa, os parceiros da geringonça estão já a mostrar os dentes e a prometerem “apertar” o Orçamento.

Ainda esta semana, Jerónimo de Sousa deixou um aviso sério: “será cada vez mais difícil cumprir os objectivos de redução de impostos dos trabalhadores pelo Governo do PS, que não consegue romper com um conjunto de constrangimentos” nem questionar os “privilégios dos grupos económicos” para permitir “um novo rumo” para Portugal.

“Será cada vez mais difícil construir um quadro político e financeiro que permita o cumprimento de metas orçamentais, a redução de impostos sobre os rendimentos e o consumo dos trabalhadores e da população que se impõe”, disse Jerónimo, que foi dando mais exemplos.

Para o líder comunista, “será muito difícil corrigir o brutal aumento de impostos” do Governo anterior, do PSD/ CDS, como “será muito difícil” ter “recursos públicos que invertam de forma sustentada o declínio e a degradação dos serviços públicos” ou ainda “dinamizar o investimento público” para potenciar o crescimento do País.

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