Outro miserável falhanço do Estado

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Depois da mortandade dos incêndios, cujos responsáveis continuam por julgar, o caso de borba prova, novamente, que o Estado não consegue assegurar o básico, ou seja, a segurança dos seus cidadãos.

Novamente, que o Estado não consegue assegurar o básico, ou seja, a segurançaodos seus cidadãos.

Numa altura em que qualquer ‘drone’ consegue mostrar em tempo real a verdadeira situação de um local – como todas as televisões fizeram nos últimos dias à exaustão – os portugueses não precisam de grandes explicações para imputarem ao Estado as responsabilidades pelo colapso da estrada de Borba para Vila Viçosa. Ao ver o terreno explorado por pedreiras nos dois lados de uma estrada isolada que, qual cobra, serpenteia no abismo, todos nos interrogamos como foi possível a queda não ter acontecido há mais tempo.

Mas uma coisa falta: exigir responsabilidades claras a quem deixou degradar uma situação no território ao ponto de o colapso da estrada municipal (depois de o Estado central a ter transferido para a alçada da autarquia já em mau estado) levar à morte de duas pessoas, mais à morte presumida de, pelo menos, outras três.

E ninguém consegue deixar de sentir nojo pela atitude do Presidente da Câmara Municipal de Borba – que pela aparência parece jogar no mesmo campeonato do senhor Junker – que vem a público dizer que não se sente responsável por nada. Idem para o líder da geringonça, o indescritível Costa, que aproveitou as ‘comemorações’ dos seus três anos como PM para dizer que a responsabilidade também não lhe assistia.

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