Paulatinamente, de mansinho ao início, sem qualquer pingo de pudor nos dias que correm, o Partido Socialista vai instalando, de forma encapotada, a ditadura marxista, que aliás consta do seu programa, do seu ideal e da sua cultura. Para não dar muito nas vistas vão tolerando alguns partidos políticos, sobretudo se não lhes fizerem sombra nem os desmascararem, mas já nem têm pudor de alvitrar a hipótese de proibir partidos que lhes são incómodos, com a desculpa esfarrapada de serem anti-democráticos, como se isso fosse algum obstáculo às coligações e acordos que o PS sistematicamente faz com o PCP, o BE, o PAN e afins, partidos que, independentemente do que apregoam, se situam na área da extrema-esquerda e cujas directrizes políticas são absolutamente contrárias à democracia.
Aos poucos, tentando perpetuar-se no poder, António Costa foi tomando conta de todos os organismos que são a base e os alicerces do país, de modo a controlar tudo e todos sem qualquer contratempo ou qualquer oposição e, para espanto de alguns, sem que quase ninguém denuncie tal estratégia, chegando ao cúmulo de por vezes inclusive a apoiarem. Hoje, sem qualquer dúvida, o PS é realmente o “dono disto tudo”, agindo a seu belo prazer, com total impunidade.
Esta postura socialista, bem à vista face às inúmeras atitudes públicas de vários elementos do Governo, a começar pelo próprio Primeiro-ministro que não se coíbe até de ser arrogante e prepotente quando a “conversa” não lhe agrada, estende-se à família socialista, nomeadamente ao Presidente da Câmara de Lisboa que age de forma ditatorial, com total desplante, permitindo abusos e situações ilegais absolutamente condenáveis e inadmissíveis. Dou dois pequenos exemplos elucidativos, não só do que acabo de dizer mas também da incompetência que grassa por aqueles lados. Um projecto, devidamente aprovado e licenciado, em plena construção dentro dos prazos legais, é objecto de notificação dezoito meses depois da emissão da licença e no decurso das obras exigindo fazer uma alteração ao projecto porque um “iluminado” qualquer assim resolveu… Não é piada. Segundo exemplo: durante a reabilitação interior de uma moradia, a respectiva obra foi embargada (não sei se por excesso de zelo ou bem fundamentado) exigindo a Câmara que fosse apresentado um determinado projecto; após a entrega do mesmo, julgando o proprietário ter o assunto resolvido, é-lhe pedido um outro projecto e isto foi-se repetido ao longo de mais de um ano sendo que no final o proprietário deparou-se com a insólita situação de ter sido obrigado a entregar um processo completo de licenciamento como se estivesse a fazer uma obra de raiz, com a agravante de, durante todo esse período em que os “lestos” arquitectos e engenheiros da CML iam exigindo, às pinguinhas, os sucessivos projectos, o proprietário se viu sem habitação, tendo que recorrer a um arrendamento temporário.
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