Filipe de Sousa Martins, IL por Odivelas: “Portugal precisa de uma nova geração de políticos”

“O Governo e alguns partidos políticos têm aproveitado esta distracção (da pandemia) para restringir as liberdades, impondo ideologias autoritárias e acenando com realidades fantasiosas que não existem”, afirma a O DIABO Filipe de Sousa Martins, candidato a Odivelas pela Iniciativa Liberal. “Nos últimos 40 anos, o concelho cresceu de forma desordenada e sem uma estratégia orientadora. Todos os seus problemas assentam nestes constrangimentos. Quem o tem governado assumiu-o como um dormitório de Lisboa, deixando de ter preocupações com a melhoraria da qualidade de vida da população”.

Qual a sua fasquia para esta candidatura a Odivelas?

Assumiremos a votação que o eleitorado nos quiser dar. Temos consciência de que somos um partido novo, que pela primeira vez concorre às eleições autárquicas, com uma nova geração de cidadãos com preocupações cívicas, sem percursos partidários anteriores e com uma nova forma de fazer política, com uma acção centrada nas pessoas e não na construção de carreiras partidárias. Sem falsa modéstia, sabemos que temos a melhor estratégia para o desenvolvimento do concelho de Odivelas e gostaríamos de ter a oportunidade de a implementar, o que só será possível assumindo a presidência do município.

Quais os principais problemas de Odivelas?

Nos últimos 40 anos, o concelho cresceu de forma desordenada e sem uma estratégia orientadora. Todos os seus problemas assentam nestes constrangimentos. Quem o tem governado assumiu-o como um dormitório de Lisboa, deixando de ter preocupações com a melhoraria da qualidade de vida da população. A ausência de acção autárquica levou a que não se captassem empresas, nomeadamente as que atraem emprego qualificado, que levasse a que o salário médio da população do concelho deixasse de ser o segundo mais baixo da Área Metropolitana de Lisboa. Não há investimento (no seu papel ordenador) na atracção de conhecimento, que permita uma melhor interligação entre o ensino e o tecido empresarial, motor da qualificação de crianças e jovens, não temos espaços verdes ou outras zonas de convívio, dando-se prioridade à construção, e existe uma ausência total do papel regulador para que fossem cumpridas as mais elementares regras urbanísticas. Por último, a mobilidade só existe nos terminais do Metropolitano que apenas estão virados para Lisboa, sendo caótica a circulação em Odivelas (transportes, carro próprio e até a pé ou de bicicleta), e há falhas graves em segurança ou nos cuidados de saúde primários prestados à população.

E quais as principais riquezas?

As pessoas. São o principal activo do concelho. É um concelho jovem, multicultural, com diversidade religiosa e social, revelador das potencialidades existentes no concelho. Aliando com a sua centralidade, onde à sua volta gravitam os concelhos com mais desenvolvimento do país, próximo das principais infraestruturas rodoviárias, aeroportuárias e marítimas, mas também culturais e educacionais, criam o ambiente perfeito para ambicionarmos um concelho desenvolvido e com maior qualidade de vida para a sua população.

Qual a sua primeira prioridade se for eleito Presidente da CMO?

Criar mecanismos que promovam a transparência das decisões que são tomadas pelos órgãos autárquicos, para que todos os munícipes tenham conhecimento do que se está a fazer em prol da melhoria da sua qualidade de vida e quais os custos reais associados.

• Leia este artigo na íntegra na edição em papel desta semana já nas bancas •

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