Será Portugal viável como Estado soberano?

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No passado estávamos “orgulhosamente sós”, mas não tanto que não tenhamos integrado as organizações internacionais, frequentes vezes como fundadores e a EFTA foi importante alavanca de desenvolvimento. A excepção terá sido a futura CEE, porque Salazar intuía que das duas correntes, a Europa das Nações Soberanas ou o Federalismo, esta última poderia ser prejudicial para os nossos interesses como nação independente. Não conseguindo o Estado Novo encontrar solução política para a guerra no ultramar, militarmente controlada, imposta pela “Guerra Fria” em África, e perdendo força a utopia do Portugal plurirracial e pluricontinental, que já vinha da Primeira República, o 25/4 foi inevitável.

O Movimento das Forças Armadas (MFA) queria acabar com a guerra, mas uns defendiam um futuro de democracia ocidental e recuperação integral da liberdade de expressão, enquanto outros tinham como objectivo entregar os nossos interesses ultramarinos à esquerda liderada pela URSS, o “Sol da Terra” que pouco depois implodiu e se apagou. Os comunistas ainda tentaram a sua ditadura, mas o povo e o 25 de Novembro acabaram com ela. Mas ainda houve força para impor na Constituição “o caminho para o socialismo”, que nos vem acompanhando e empobrecendo. Depois das especiarias e o ouro de África e do Brasil, a adesão à Europa tornou-se a opção possível, embora com partilha de soberania. Esgotada a “pesada herança” na loucura pós-revolucionária veio a primeira bancarrota. Não aprendemos nada e caímos na segunda, que a austeridade de Soares e Ernani Lopes ultrapassaram com mestria, porque ainda tínhamos moeda própria e outros instrumentos de soberania. Com o apoio de milhões de Bruxelas conseguimos um período de aproximação à Europa. Depois, o PS retoma o poder e recomeça o seu plano de ocupação do Estado e consequente controlo da sociedade civil. Guterres, cristão progressista, foi incapaz de governar em momento internacionalmente tão favorável. Sócrates, o reformador e das grandes obras no papel, não aguentou ver tanto dinheiro passar à frente do nariz e caímos na 3ª bancarrota. Pediu o apoio da “Troika” de credores para pôr as contas públicas em ordem e, com muitos sacrifícios, sob a direcção de Passos Coelho, recomeçámos a crescer.

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