Sim, Senhor Primeiro-Ministro

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São 62 pessoas, entre técnicos, secretários, assessores, adjuntos, administrativos, motoristas e auxiliares, e custam aos contribuintes a “módica” quantia de mais de dois milhões de euros por ano: eis o pessoal do gabinete do primeiro-ministro António Costa.

De quantas pessoas precisa, realmente, um gabinete governamental para funcionar com eficácia? A resposta não é automática: tudo depende do trabalho que for acometido a esse gabinete. Mas há indicadores de bom senso.

Por exemplo, Pedro Passos Coelho já pisava o risco ao gastar um milhão e 600 mil euros por ano só em salários do pessoal do seu gabinete de primeiro-ministro, em número equivalente ao do actual chefe do Governo.

Mas, por exemplo oposto, recorde-se António de Oliveira Salazar, que nos seus tempos áureos de Presidente do Conselho de Ministros se contentava com seis vezes menos pessoal: um chefe de gabinete (Dr. José Manuel da Costa), dois secretários (Almeida Langhans e Sollari Allegro), um arquivista (Dr. Peres Rodrigues), dois dactilógrafos de confiança (o Sr. Pacheco e a Drª Adelaide Ferreira, esta em ‘part time’) e um chefe de protocolo (Coronel Esmeraldo Carvalhais); na garagem havia três carros (um ao serviço oficial de Salazar, outro para o serviço dos secretários e um terceiro, uma carrinha, para transporte de géneros, compras e recados) conduzidos por outros tantos motoristas. Ao todo, dez salários médios para assessorarem o homem mais poderoso de Portugal – uma ínfima parte do que gasta actualmente o chefe do Executivo.

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