Trilogia das bancarrotas

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Pedro Nuno Santos, sucessor designado por Costa, após a bancarrota deste, mentirá que nada teve a ver com Costa, podendo causar uma terceira bancarrota sempre com a mesma gente e vícios. Tal como Costa, sucessor designado por Sócrates, após a primeira bancarrota no século XXI provocada em 2011 pela ainda actual direcção do PS, mentiu que se desligou de Sócrates, mas continuou com essa mesma direcção, os mesmos governantes e as mesmas práticas de corrupção ou incompetência na governação. 

O ministro Pedro Nuno do primeiro-ministro Costa é um dos maiores responsáveis da segunda bancarrota que aí vem. Isto devido a negócios ruinosos para beneficiar monopólios e prejudicar o país, como os carris de bitola ibérica dos comboios que aqui introduzimos por ser algo menos divulgado, ou as mais conhecidas TAP e contratações de centenas – se não milhares – de ex-jotas e outros ‘boys’ partidários cuja incompetência minou todo o Estado. No entanto, o actual ministro das Infraestruturas planeia pôr a culpa toda só em Costa. Tal e qual como o ministro Costa do primeiro-ministro Sócrates foi um dos maiores responsáveis pela primeira bancarrota do século XXI, com negócios ruinosos como SIRESP ou Kamovs, mas culpou só Sócrates. 

A receita foi, é e será sempre a mesma: há sempre um só bode expiatório para limpar periodicamente toda a mesma cabrada do costume dos negócios misturados com política.  

Nuno, tal como Costa fez com Sócrates, aflito com novo descalabro financeiro, já inventa e manda espalhar pelas redes sociais e jornais oficiais do regime alegados desentendimentos dele com Costa. Isto quando foi ele próprio, ao ser peça chave no golpe contra Seguro, que pôs Costa como primeiro-ministro e manteve assim o partido invisível dos negócios misturados com política que tem arruinado Portugal. 

Há acordo tácito de Costa, da nomenclatura da direção actual do PS e dos seus respetivos chefes nos escritórios de advogados ‘lobbyistas’, para que Nuno seja o sucessor de Costa – um idiota útil ou cúmplice, não interessa – que lhes permita continuar com negócios políticos tão variados e ruinosos como os das Energias e PPPs rodoviárias mais caras do mundo num dos países mais pobres da Europa. No entanto, Pedro Nuno, usando, por exemplo, a candidata Ana Gomes, vai inventado que tem divergências nos negócios com Costa, apesar de servirem exactamente o mesmo partido invisível dos negócios políticos.

Pouco ou nada se tem escrito sobre a insistência no uso exclusivo dos carris de bitola ibérica, contra a concorrência e eficiência de mercado. Um despesismo e crime económico contra milhares de empresas portuguesas e milhões de cidadãos portugueses, para benefício de meia dúzia de interesses ligados à política. A bitola ibérica é mais outro negócio ruinoso típico socrático-costista-nunista que este artigo apresenta como mais um exemplo de continuidade dos vícios e gente do costume. 

Antes disso, e dado que já muito se escreveu sobre as mentiras e negócio ruinoso do buraco de milhares de milhões de euros sem fundo para os contribuintes da TAP que nunca dará lucro, apenas enfatizamos mais uma recente mentira de Nuno típica de Sócrates ou Costa. Prometem-nos sempre a Europa, mas dão-nos sempre o Bangladesh. Pedro Nuno Santos prometeu-nos em Julho que iríamos contratar internacionalmente gestores de topo da aviação, mas passados seis meses, esta semana, pagando salários de topo mundial, contratou os mesmos políticos de negócios ruinosos e outros que já estavam na TAP. Até Frasquilho, ex deputado e pau mandado de Ricardo Salgado, foi agora aumentado na TAP pelo ministro que assim o recompensa pelos “excelentes” serviços prestados ao país no BES e na TAP. 

Para mal de Portugal, Pedro Nuno tem vindo a revelar-se, infelizmente, tão útil a negócios ruinosos políticos e mentiroso como os seus ídolos Sócrates e Costa.  Todos adoram contratar só ‘boys’ da política que não percebem nada dos assuntos onde representam os contribuintes, da aviação à ferrovia, passando pela banca e energia ou PPPs da rodovia. Isto enquanto os Portugueses qualificados e especializados nestas diversas áreas económicas e técnicas emigram todos. 

Em poder de paridade de compra, Sócrates conseguiu o “milagre” de pôr um país da Europa ocidental tão pobre na UE como os países de Leste do antigo bloco comunista. Costa foi ainda mais além; com ele, até a Lituânia, Estónia e Eslováquia nos ultrapassaram. Só resta na UE a Bulgária mais pobre que nós, mas Pedro Nuno Santos poderá “completar” o trabalho dos seus antecessores e pôr-nos mesmo como o povo mais pobre e mais mal pago. Algo curioso, para quem alardeia tanto ser muito à “esquerda” nas palavras, mas nos actos mostra ser extrema-direita apologista dos selvagens monopólios obtidos por favores políticos que envergonham o centro e a social-democracia do bom capitalismo da livre concorrência. É este bom capitalismo que gera empregos; já a selvajaria das negociatas Nunistas-Costistas-Socráticas gera prejuízos de milhares de milhões de euros e uma economia última da UE.     

Também nos transportes ferroviários de mercadorias somos quase últimos da Europa, onde até a Bulgária já está à nossa frente. Isto porque não apostamos na nova bitola europeia que possibilita o transporte intermodal de mercadorias, onde contentores de camiões TIR, para grandes distâncias e pela Europa toda, são postos em vagões de comboios para o eficiente e diversificado transporte de mercadorias, ajudando as exportações dos países.  

Então por que razão se mantém por cá o velho negócio ruinoso de apostar tudo só na bitola ibérica (que só é necessária para o transporte nacional/ibérico) e nada na nova bitola europeia para ajudar a distribuição e exportação internacional das nossas empresas de forma mais barata, rápida, eficiente e diversificada, como a Espanha já está, bem, a fazer?

Como sempre com Sócrates ou Pedro Nuno, a explicação para a nossa ruína lusitana está no partido invisível dos negócios misturados com política, a quem a ineficiência dos monopólios de rendimento máximo garantido pelos favores do Estado, dos governantes e dos deputados interessa muito mais que o desenvolvimento do país. Não é à toa que, por muito que viajemos pelo mundo, só em Portugal vemos os grandes escritórios de advogados improdutivos e meramente ‘lobbyistas’ de políticos com sedes mais caras, arquitetonicamente arrojadas e em lugares mais emblemáticos e centrais que as empresas do tecido produtivo, que cá nem dinheiro têm para pagar aos empregados, quanto mais para sedes espampanantes. Não admira que tais escritórios de advogados adorem Sócrates, Costa ou Pedro Nuno. 

Pedro Nuno Santos segue a prática querida a tais ‘lobbies’ do seu antecessor, que também era socrático, ex-jovem socialista e ‘boy’ partidário Pedro Marques. Este afirmou, a 21 de Outubro de 2018, na TSF, alto e bom som, que não queria a livre concorrência em Portugal e preferia a bitola ibérica para não haver concorrência e assim, claro, os monopólios ineficientes para o país viverem descansados numa ilha ferroviária artificial quase tão isolada pelos negócios da política como ilhas reais separadas da Europa por mares imensos. Repetimos, já estamos atrás da Bulgária até nos transportes internacionais ferroviários de mercadorias, por isso já faltou mais para que até ela nos ultrapasse em poder de paridade de compra, deixando-nos isolados em último da Europa. Depois, o próximo “competidor” a ultrapassar-nos já será fora da Europa: o pobríssimo Bangladesh, por exemplo, que já citamos. Assim haja tolos dentro e fora do PS para continuarem a acreditar por mais décadas nas papas e bolos que desta vez, com Pedro Nuno, é que a mesma actual direcção do PS será diferente do que foi com Costa e Sócrates. Simplesmente substituindo uma geração pela outra na liderança de sempre os mesmos, exactamente com as mesmas práticas políticas ruinosas. ■