Afinal, a “página da austeridade” não foi mesmo virada. Os números verdadeiros continuam a afundar a narrativa do Governo. A extrema-esquerda continua a dizer-se muito descontente, para satisfazer a sua clientela eleitoral, mas não se atreve a colocar a geringonça em causa. No fim, são todos amigos. E o Zé Povinho continua a pagar, claro …

Tudo corria bem a António Costa na semana passada. Até que a realidade lhe bateu à porta. Esta é, diga-se, uma ocorrência constante, pois também no Verão passado Costa passou meses a engendrar somente “boas notícias”, apenas para depois morrerem centenas de portugueses devido à incompetência do seu Governo.

Mas desta vez os céus pareciam mesmo azuis para Costa, especialmente com as sondagens dando ao PS uma maioria absoluta, ou perto disso. Foi neste contexto que afirmou aos jornalistas da revista ‘Visão’ que tencionava mesmo descartar Rui Rio do seu futuro, considerando as soluções de bloco central “negativas para a democracia, porque a empobrecem”.

Não lhe foi perguntado se a democracia saía enriquecida ou empobrecida pelo facto de o País ser governado pelo partido que ficou em segundo lugar nas eleições legislativas.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.
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  • Paulo Reis

    O eleitor socialista da fotografia está a pensar nos 3% de défice, depois do brutal aumento de impostos que sofreu.